O advogado Edmundo Luz foi preso preventivamente na quarta-feira (11/3), no bairro Cidade Olímpica, em São Luís (MA), durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) que investiga crimes de pedofilia. O caso ganhou repercussão meses antes, após a própria filha do suspeito denunciá-lo por abuso sexual nas redes sociais.

A investigação também chegou à Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). Na ocasião, o deputado estadual Yglésio Moyses comentou o caso da tribuna e voltou a se manifestar nas redes sociais após a prisão do advogado.

Denúncia foi registrada na Delegacia da Mulher

Segundo a Polícia Civil, a vítima compareceu no dia 8 de julho de 2025 à Delegacia Especial da Mulher de São Luís para registrar boletim de ocorrência. A partir do relato, foi instaurado inquérito para apurar os fatos.

Mandados foram cumpridos na casa do suspeito

Durante a operação realizada nesta quarta, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva na residência do advogado, localizada na capital maranhense.

Investigação aponta produção e armazenamento de material ilegal

De acordo com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o investigado é suspeito de produzir e armazenar imagens de conteúdo sexual envolvendo menores de idade.

As apurações indicam que, além de manter arquivos obtidos de outras fontes, o advogado também teria produzido registros em que aparece em cenas de natureza sexual ao lado das vítimas.

Com base nos indícios de autoria e materialidade reunidos durante a investigação, a delegacia especializada solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça.

Operação mobilizou equipes especializadas

A ação contou com a participação de policiais da Seccional Oeste, do Grupo de Resposta Tática da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (GRT/SEIC) e do Centro de Inteligência da Polícia Civil do Maranhão.

Após a prisão, o advogado foi encaminhado para uma delegacia da capital, onde passou pelos procedimentos legais. Em seguida, foi transferido para o sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O que diz a OAB-MA

Procurada, a assessoria de comunicação da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão informou que ainda não recebeu informações da Comissão de Prerrogativas, que normalmente é acionada em casos de prisão envolvendo advogados.