A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, com impacto em mais de 22 milhões de unidades consumidoras no país. As revisões fazem parte do processo periódico previsto nos contratos de concessão.

Os aumentos médios variam entre 5% e 15%, a depender da área atendida por cada empresa. Segundo a agência, os principais fatores que pressionaram os índices foram os custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia.

Entre as concessionárias, a CPFL Santa Cruz registrou o maior reajuste, com efeito médio de 15,12%. A distribuidora atende cerca de 527 mil unidades consumidoras em municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Já a Enel Ceará teve aumento médio de 5,78%, enquanto a Coelba, na Bahia, aplicará reajuste de 5,85%, alcançando milhões de consumidores.

Em alguns casos, os índices foram amenizados pelo chamado diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar parte dos custos para ciclos futuros. Com isso, o impacto imediato na conta de luz é reduzido. Foi o caso da Neoenergia Cosern, no Rio Grande do Norte, que teve efeito médio de 5,40%, e da Energisa Sergipe, com reajuste de 6,86%.

Outras distribuidoras também tiveram aumentos relevantes, como a CPFL Paulista, com efeito médio de 12,13%, e a Energisa Mato Grosso do Sul, com 12,11%. Já a Energisa Mato Grosso registrou reajuste médio de 6,86%.

A conta de luz segue como um dos pontos de maior pressão no orçamento das famílias. Projeções da própria Aneel indicam alta média de cerca de 8% neste ano, acima da inflação. O cenário tem sido acompanhado pelo governo federal, que chegou a discutir alternativas para suavizar os reajustes, mas sem avanço até o momento, diante do risco de custos adicionais serem repassados aos consumidores no futuro.