O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como um “dia histórico para o multilateralismo” a aprovação, nesta sexta-feira (9), do Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia. A decisão foi tomada por maioria qualificada dos Estados-membros do bloco europeu.
Negociado há mais de duas décadas, o acordo estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo dois dos principais blocos econômicos globais. A expectativa é de ampliação do fluxo comercial, redução de barreiras e estímulo a investimentos entre os países envolvidos.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o avanço do acordo ocorre em um momento marcado pelo aumento do protecionismo no cenário internacional. Segundo o presidente, a parceria sinaliza a defesa do comércio internacional como instrumento de crescimento econômico e cooperação entre países.
De acordo com o governo brasileiro, o texto amplia as possibilidades de exportação para produtos nacionais, ao mesmo tempo em que cria um ambiente mais favorável para investimentos europeus no Brasil e nos demais países do Mercosul. O acordo também prevê a simplificação de regras comerciais entre os blocos.
Com a aprovação pelos países da União Europeia, o acordo entra agora na fase final de formalização. O próximo passo será a assinatura oficial do tratado, em data e local ainda a serem definidos em comum acordo entre Mercosul e UE.
No Brasil, o texto precisará passar pelo Congresso Nacional. Os parlamentos dos demais países sul-americanos integrantes do Mercosul também terão de analisar o acordo. No caso europeu, a legislação prevê que a ratificação do acordo comercial depende apenas do aval do Parlamento Europeu.
As negociações entre Mercosul e União Europeia tiveram início em 1999 e enfrentaram períodos de impasse ao longo dos anos, especialmente por divergências ambientais e comerciais. A aprovação desta sexta-feira representa um avanço decisivo após a retomada do diálogo entre os blocos nos últimos anos.