O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, participou neste domingo (1º) de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, com esquema de segurança reforçado e utilizando colete à prova de balas.

O parlamentar chegou ao local acompanhado de aliados e seguiu a pé até o trio elétrico posicionado nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Estiveram ao seu lado o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Segurança reforçada

Questionado sobre o uso do colete, Flávio afirmou que a decisão levou em consideração riscos à sua segurança. A assessoria informou que a medida seguiu recomendação da equipe responsável por sua proteção. Segundo integrante da Polícia Federal que acompanhava o senador, houve indicação de “ameaça real”.

O episódio ocorre no contexto de preocupação com a segurança de lideranças políticas. Em 2018, durante campanha presidencial, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca em Juiz de Fora (MG), fato que marcou o pleito daquele ano.

Discurso e pautas

Último a discursar no ato, Flávio falou por cerca de 15 minutos. Na fala, afirmou que, caso seja eleito, seu pai poderá subir a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027. Ele também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu o ex-presidente e sinalizou apoio à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de 2027, com a renovação do Congresso.

O senador ainda mencionou políticas sociais, como o Bolsa Família, e direcionou parte do discurso ao público feminino e às camadas de menor renda. Segundo aliados, a estratégia busca ampliar o diálogo com segmentos que, de acordo com levantamentos recentes, apresentam maior resistência à sua pré-candidatura.