O Brasil e o Rio Grande do Norte se despediram, na manhã desta segunda-feira (12), de uma de suas maiores referências culturais: a atriz Titina Medeiros. A potiguar, que morreu aos 48 anos em decorrência de um câncer de pâncreas, foi velada no Teatro Alberto Maranhão (TAM), em Natal. A cerimônia reuniu familiares, amigos, autoridades e representantes da classe artística, em um clima marcado por comoção e reconhecimento de seu legado.
O ator e produtor César Ferrário, esposo de Titina e parceiro de vida e de palco, destacou a importância da atriz nas lutas pela valorização da arte potiguar. Visivelmente emocionado, ele ressaltou a postura firme e comprometida da companheira:
“Titina é uma pessoa muito companheira, fiel aos desafios, nas lutas e na missão que a gente escolheu para a vida, que foi a arte e a cultura.”
Um dos momentos mais comoventes da despedida foi o depoimento da médica Vitória Medeiros, prima da atriz, que revelou detalhes sobre os últimos meses de vida de Titina. Segundo ela, o diagnóstico da doença ocorreu no início de abril de 2025. A atriz optou por manter a informação em sigilo, a fim de direcionar suas forças integralmente ao tratamento.
“Ela me disse: ‘prima, eu não tenho energia para dar entrevistas, preciso concentrar toda a minha energia na minha cura’. Ela focou muito na cura espiritual e na purificação”, relatou Vitória.
A médica explicou ainda que a decisão de preservar a privacidade foi respeitada por toda a família e contribuiu para o fortalecimento dos vínculos afetivos. “O câncer veio para fortalecer nossa família. Se ela não tivesse a cura física, ela teria a cura espiritual”, afirmou.
De acordo com a prima, Titina enfrentou meses de uma batalha intensa, marcada por internações e retornos ao hospital. No entanto, o agravamento do quadro ocorreu quando ela já estava em casa. A atriz faleceu na tarde do domingo (11), acompanhada apenas pelo marido, César Ferrário.