A Policlínica Ibirapuera afirmou que adotou todas as medidas médicas e hospitalares durante o atendimento à empresária Ariene Rodrigues Pereira, que morreu após passar por um procedimento de lipoaspiração na unidade, em São Luís, na terça-feira (20).
Em nota, a clínica informou que, no momento da intercorrência, estavam no centro cirúrgico o médico responsável pela cirurgia, um anestesista e um cardiologista. Segundo a instituição, a equipe teria atuado de forma imediata para tentar estabilizar o quadro clínico da paciente.
Laudo aponta embolia maciça
Ainda de acordo com a Policlínica, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a causa da morte foi uma embolia maciça provocada por coágulo sanguíneo. A clínica classificou o evento como súbito e grave, afirmando que ocorreu apesar da assistência médica prestada.
A unidade também declarou que possui estrutura adequada para a realização de cirurgias, suporte pós-operatório e recursos técnicos para lidar com possíveis intercorrências clínicas. Afirmou, ainda, estar em dia com todas as licenças e autorizações exigidas pelos órgãos reguladores.
Ao final da nota, a Policlínica manifestou solidariedade à família e aos amigos de Ariene e disse manter compromisso com a ética, a transparência e a segurança dos pacientes.
Defesa da família questiona informações
A advogada da família, Vivian Bauer, afirmou que o prontuário médico só foi entregue após sua chegada à clínica, por volta das 23h do dia do procedimento. Segundo a defesa, há divergências e incoerências nos documentos e nas informações repassadas, que deverão ser analisadas no curso da investigação.
CRM-MA acompanha o caso
O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que, até o momento, não recebeu denúncia formal sobre o caso. Mesmo assim, o órgão afirmou que realiza um levantamento preliminar para avaliar as circunstâncias da morte e decidir se haverá abertura de procedimento administrativo.
Médico nega erro
O médico Alexandre Augusto Gomes Alves, responsável pelo procedimento, divulgou nota de esclarecimento na noite de quarta-feira (21), assinada também por seu advogado. No texto, ele nega erro médico e afirma que seguiu todos os protocolos de segurança.
Segundo a defesa, os exames pré-operatórios não indicavam riscos à paciente e a causa da morte teria sido uma embolia pulmonar maciça, classificada como uma fatalidade sem relação com falha profissional. A nota destaca ainda que Ariene teria assinado termo de consentimento informando sobre os riscos inerentes ao procedimento.
Por fim, o médico expressou solidariedade à família da empresária e reafirmou sua conduta profissional durante o atendimento.
