A música “Auê”, lançada pelo Coletivo Candiero nas plataformas de streaming, viralizou nas redes sociais nos últimos dias — mas não apenas pelo sucesso musical. O single gospel passou a ser alvo de críticas de parte do público evangélico, que acusa a canção de fazer referências à umbanda.

A controvérsia surgiu após a circulação de um trecho da letra nas redes sociais. Internautas associaram nomes citados na canção a entidades de religiões de matriz africana, como Zé Pilintra e Maria Padilha, o que levou a acusações de sincretismo religioso e gerou debates acalorados nos comentários.

“Essa música mexe com o imaginário das religiões de matriz africana”, criticou um usuário. Outro afirmou que a necessidade de explicações indicaria um problema na composição. As reações dividiram opiniões e ampliaram a repercussão do lançamento.

Quem é o Coletivo Candiero

Fundado por Marco Telles, Filipe da Guia e Monique Tavares, o Coletivo Candiero reúne 16 artistas nordestinos dos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O grupo afirma se basear em três pilares: coragem estética, responsabilidade teológica e criatividade poética.

Com a repercussão, “Auê” alcançou destaque nas plataformas digitais. Nos dias 3 e 4 de fevereiro, a música entrou para o top 10 das faixas virais do Brasil no Spotify.

Artistas se manifestam

Diante das críticas, a cantora Ana Heloysa, integrante do coletivo, se pronunciou e negou qualquer relação da música com entidades religiosas. Segundo ela, os nomes citados na canção são comuns no Brasil e representam pessoas simples, presentes no cotidiano, nas famílias e nas igrejas.

Já o cantor Marco Telles defendeu o caráter artístico da composição e afirmou que a música é uma expressão poética e cultural. “Auê é um grito de identificação com quem somos e com a nossa cultura”, declarou.

Impulsionada pela polêmica, a canção ultrapassou 1 milhão de visualizações e chegou ao topo das paradas de streaming, mostrando que o debate acabou ampliando ainda mais o alcance do lançamento.