A atriz Luana Piovani voltou ao centro do debate público nesta quarta-feira (data) ao comentar a pré-candidatura de Dado Dolabella a deputado federal pelo Rio de Janeiro. O ator oficializou filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), decisão que rapidamente repercutiu nas redes sociais.

A reação de Piovani surgiu após uma seguidora questionar: “Mês da mulher, Dado Dolabella se pré-candidata a deputado federal. O que esperar do Brasil?”. Em resposta, a atriz fez críticas diretas e destacou a importância do voto consciente.

“O que eu espero do Brasil? Nada. Eu acho que a gente tem que fazer o nosso. Para começar, votar nos políticos certos. Porque a gente tem o governo que a gente escolhe. Tem que aprender a votar (…) Esse aborto da natureza é candidato? É só não votar nele”, declarou.

Em outro momento, Piovani afirmou que o país é o “país da piada pronta” e questionou a possibilidade de pessoas com histórico judicial concorrerem a cargos públicos.

Histórico judicial volta ao debate

O nome de Dado Dolabella já esteve envolvido em episódios de agressão. Em 2010, ele foi condenado pela Justiça por agressões contra Luana Piovani e uma camareira de uma boate na Gávea, na zona sul do Rio de Janeiro. O caso costuma ser relembrado sempre que o ator retorna ao noticiário.

Com o anúncio da entrada na política, o histórico voltou à discussão pública. A filiação ao MDB também gerou repercussão interna. Na véspera, o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, publicou um vídeo apresentando Dolabella como pré-candidato, mas a postagem foi retirada do ar pouco depois.

Defesa da candidatura e discurso nas redes

Em meio às críticas, Dado Dolabella utilizou as redes sociais para defender sua decisão de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Em vídeo, afirmou que a candidatura é resultado de experiências pessoais e da percepção de injustiças.

Segundo o ator, sua trajetória o levou a refletir sobre o funcionamento do sistema e sobre a necessidade de mudanças. A declaração dividiu opiniões: enquanto apoiadores apontam que a candidatura é um direito previsto em lei, críticos questionam a viabilidade ética diante do passado judicial.

A manifestação de Luana Piovani ampliou o debate nas redes sociais, trazendo à tona discussões sobre responsabilidade pública, memória e escolha do eleitor. O episódio também evidencia como figuras conhecidas do entretenimento seguem influenciando o cenário político e mobilizando diferentes setores da sociedade.