O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Corregedoria da Polícia Militar deflagraram, na manhã desta terça-feira (10/3), uma operação para prender policiais militares suspeitos de atuar como seguranças do bicheiro Rogério Andrade. Ao todo, 16 PMs da ativa são alvo das investigações, sendo que 10 deles ocupam a patente de subtenente.
Até a última atualização da operação, 13 pessoas já haviam sido presas. Durante as diligências, agentes apreenderam uma carabina equipada com silenciador com um policial militar que possui a patente de 1º sargento.
A ação é conduzida por promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, em conjunto com a Corregedoria da PM. Ao todo, a Justiça expediu 20 mandados de prisão preventiva. Entre os alvos está o próprio Rogério Andrade, que já se encontra preso no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Além do bicheiro e dos 16 PMs da ativa, também são investigados um policial penal, um ex-policial militar e um ex-policial civil. No total, 19 pessoas foram denunciadas pelo Gaeco.
Segundo as investigações, o grupo atuava como núcleo de segurança responsável por proteger pontos de exploração ilegal de jogos de azar, principalmente na região de Bangu, na zona oeste do Rio. Para manter o funcionamento das atividades ilegais, os suspeitos teriam recorrido de forma sistemática a práticas de corrupção.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e são cumpridos em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti, além da unidade prisional federal onde Rogério Andrade está detido.
Os investigados devem responder por crimes como constituição de organização criminosa armada, agravada pela participação de agentes públicos e pela ligação com outras organizações criminosas, além de corrupção ativa e passiva.
