O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto falou publicamente pela primeira vez sobre a morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, no bairro do Brás, região central de São Paulo.
A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira (11), durante uma ligação ao vivo para o programa Balanço Geral, apresentado por Eleandro Passaia. Na entrevista, o oficial apresentou sua versão detalhada sobre o que teria ocorrido no dia da morte da policial.
Segundo o coronel, ele estava no apartamento no momento em que Gisele morreu, na manhã de 18 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi registrado pela Polícia Civil como suicídio, conforme o relato do marido. No entanto, dias depois, a ocorrência passou a ser tratada como “morte suspeita”, e o inquérito foi colocado sob sigilo de Justiça, condição que permanece até agora.
Durante a entrevista, Neto afirmou que nunca agrediu a esposa.
De acordo com o relato dele, na manhã do ocorrido, o coronel ouviu a porta do quarto de Gisele bater. Em seguida, entrou no banheiro para tomar banho. Pouco depois, teria escutado o disparo de arma de fogo.
Ao sair do banheiro, afirmou ter encontrado a esposa caída no chão do quarto, já sem vida, com uma poça de sangue ao redor da cabeça.
O caso segue sob investigação das autoridades, e os detalhes do inquérito não foram divulgados devido ao sigilo judicial.