O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu, nesta terça-feira (19), que se reuniu mais de uma vez com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, inclusive após o empresário passar a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A declaração foi dada após encontro com parlamentares do PL, em meio à crise provocada pela divulgação de áudios envolvendo pedidos de recursos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Flávio, a reunião aconteceu na residência de Vorcaro, em São Paulo, período em que o banqueiro estava impedido de deixar o estado por decisão judicial.

“Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele”, afirmou o senador.

Flávio disse que o objetivo da conversa era encerrar o impasse relacionado ao financiamento do longa-metragem. De acordo com ele, caso soubesse antes da gravidade da situação enfrentada por Vorcaro, teria buscado outro investidor para evitar riscos ao projeto audiovisual.

“Queria botar um ponto final nessa história. Se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco”, declarou.

O senador também afirmou que conheceu Vorcaro no fim de 2024, durante um jantar em Brasília. Segundo ele, o banqueiro foi apresentado por um amigo em comum como possível apoiador financeiro do filme sobre Jair Bolsonaro.

“Sabia que ele circulava em Brasília e patrocinava eventos. Era acima de qualquer suspeita”, disse.

Ainda durante a conversa com jornalistas, Flávio reforçou que todos os contatos mantidos com Vorcaro tiveram relação exclusiva com a produção do documentário sobre o ex-presidente.

“Qualquer contato meu com Vorcaro foi tratado exclusivamente para tratar do filme do meu pai”, afirmou.

A crise ganhou força após o vazamento de um áudio em que Flávio pede apoio financeiro ao banqueiro. O caso provocou desgaste político e aumentou a pressão sobre o senador dentro e fora do PL.