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Desequilíbrios familiares

A cinematografia americana vem apresentando uma série de filmes em que questões internas mal resolvidas geram as mais variadas consequências. Abuso sexual, bullying ou simplesmente falta de diálogo geram diversas dores, sendo sempre possível, de uma forma ou de outra, dar a volta por cima, mas sempre pagando um preço.

“Homestate”, dirigido por David H. Hickey, está nessa tradição e apresenta uma família que aparentemente poderia ser ideal, mas que está mergulhada em crise. Um casal formado por uma pintora (interpretada com contida sensualidade por Shaneye Ferrell) e um machista empreendedor que reforma casas, com uma filha de dez anos, convive com a traição e a ausência dele no lar, o que faz a menina sentir falta de uma referência paterna.

A situação se complica ainda mais, no sentido de explicitar conflitos reprimidos, quando o irmão dela chega inesperadamente. Ele foge da paternidade e é viciado em drogas, mas preenche sua vida em crise levando a menina (a promissora atriz Grace Love) à escola e brincando com ela.

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Surge então um mundo de complicados e frágeis equilíbrios que trazem no bojo perigosos desequilíbrios. O marido vê a sua família ruir, e o recém-chegado casa percebe que a responsabilidade paterna o chama, num necessário amadurecimento que a droga não pode esconder. Nesses caminhos tortuosos, cada um individualmente e o todo familiar buscam encontrar o seu caminho.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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