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O universo das máscaras

Elas ilustram bem como cobrir o rosto é um passo fundamental para ser uma outra pessoa, adquirindo novos poderes e personalidade.

Poucos objetos são tão ricos na cultura universal como a máscara. É muito mais do que um mero acessório para cobrir o rosto. Possui um significado simbólico que se manifesta de diversas maneiras, seja de maneira lúdica, como ocorre no carnaval, religioso, muito comum em rituais em povos africanos ou da América Latina, ou artístico (teatro chinês).

Isso sem mencionar as máscaras de super-heróis, que permitem a pessoas comuns esconderem a sua real identidade, como ocorre com o Homem Aranha ou Batman. Elas ilustram bem como cobrir o rosto é um passo fundamental para ser uma outra pessoa, adquirindo novos poderes e personalidade.

Todo esse universo vem à tona na exposição “Etnos – Faces da Diversidade”, que está no Farol Santander, em São Paulo, SP, até 5/1/2020. A mostra reúne mais de 150 máscaras de diversas procedências, que permitem um mergulho naquilo que somos, no que queremos ser e no que buscamos esconder.

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Mais de 40 países estão representados em uma jornada pelas veredas da existência humana. Nesse sentido, é possível encontrar desde numerosas representações do diabo ao rosto estilizado de Dalí utilizado na série espanhola de televisão “A casa de papel”. Máscaras que podem ser vestidas, espelhos e efeitos de computação permitem que cada visitante da exposição utilize a máscara que preferir, experimentando diversas possibilidades que incluem desde a sagrada máscara mortuário egípcia à do malévolo Coringa. Basta escolher quem queremos ser.

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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