Agentes da Polícia Civil afirmaram, em coletiva nesta quarta-feira (28), que vídeos gravados pela corretora de imóveis Daiane Alves Souza podem revelar o momento exato do crime que resultou na morte dela, em Caldas Novas (GO). O principal suspeito, o síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, confessou o homicídio.
Daiane foi morta em dezembro do ano passado. Segundo os investigadores, a vítima começou a gravar vídeos ao perceber que seu apartamento estava sem energia elétrica, horas antes de desaparecer.
De acordo com a polícia, Daiane gravou três vídeos com o próprio celular. Dois deles foram enviados imediatamente a uma amiga, enquanto o terceiro não chegou a ser compartilhado — o que levanta a suspeita de que esse registro tenha sido interrompido no momento em que ela foi abordada.
A cronologia apontada pela investigação é a seguinte:
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18h56: Daiane grava um vídeo mostrando que seu apartamento estava sem luz, enquanto outras unidades do prédio tinham energia.
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18h58: dois minutos depois, ela grava novamente o trajeto até o subsolo do prédio.
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Um terceiro vídeo chegou a ser iniciado, mas não foi enviado.
Para a Polícia Civil, há indícios de que a queda de energia tenha sido provocada de forma intencional, como parte de uma armadilha para atrair Daiane até o subsolo.
Testemunhas relataram aos investigadores que desligar a energia era um comportamento recorrente do síndico, o que reforça a linha de investigação de que a falta de luz foi causada deliberadamente.
Corpo encontrado
Cléber Rosa de Oliveira foi preso na madrugada desta quarta-feira. Ele deve responder por homicídio e ocultação de cadáver.
O filho do suspeito também foi preso, acusado de atrapalhar as investigações. A Polícia Civil informou que ele poderá responder pelos mesmos crimes do pai, a depender do andamento do inquérito.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime.