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Brasil

Maia critica novo imposto: “Daqui a pouco terá nome em inglês”

Presidente da Câmara discorda de plano do governo de criar novo imposto sobre pagamentos digitais para bancar desoneração sobre a folha

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a criação de um novo imposto, previsto na fase 4 da reforma tributária do governo Bolsonaro. Maia participou nesta quinta-feira (30) de seminário feito pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

“Minha crítica não é se é CPMF, se é microimposto digital, se é um nome inglês para o imposto para ficar bonito, para tentar enrolar a sociedade. Minha tese é a seguinte: nós vamos voltar à mesma equação que foi de 1996 a 2004, 9% de aumento da carga tributária”.

A proposta do governo é criar um imposto “de base ampla” (ou seja, que muitos pagam) e alíquota baixa, de 0,2%, que incidiria sobre o comércio digital e possivelmente sobre transações financeiras digitais. Em troca, reduziria os impostos que incidem sobre a folha de pagamentos, que emperram contratações, e consequentemente a produção no País.

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Maia tem defendido que a desoneração deveria ser bancada com a reforma administrativa, ou seja, com a redução do Estado.

“O espaço para fazer uma desoneração maior vai depender muito mais das nossas condições de controlar as despesas públicas do que no curto prazo do aumento de receitas. A sociedade não aceita mais contribuir com o Estado brasileiro. Ela quer primeiro ver um Estado moderno e mais eficiente do que pedir mais um esforço”.

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