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Brasil

Todos os estados iniciam aplicação de vacina contra Covid-19

Todos os estados começaram a aplicar doses da CoronaVac, a primeira vacina contra Covid-19 disponível no Brasil.

São Paulo aplicou as primeiras doses no domingo (17), logo após a autorização para uso emergencial dada pela Anvisa. Outros 15 estados iniciaram a imunização nesta segunda (18), após distribuição do Ministério da Saúde. A aplicação nos outros dez estados e no Distrito Federal ocorreu nesta terça (19).

Por causa de atrasos nas entregas, alguns estados usaram lotes simbólicos para aplicar vacinas até mesmo à noite e em aeroportos. Rondônia foi o último estado a receber doses e a começar a imunização.

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Os estados escolheram profissionais de saúde, moradores de abrigo e indígenas, parte do grupo prioritário da vacina, para receber as primeiras doses. A segunda dose deve ser administrada em cerca de 21 dias.

Veja, abaixo, quem foram os primeiros vacinados em cada Unidade Federativa:

  • Rio Grande do Sul: 5 pessoas foram vacinas simultaneamente
  • Amazonas: Vanda Ortega, de 33 anos, enfermeira indígena
  • Mato Grosso: Luiza Batista de Almeida Silva, de 43 anos, técnica de enfermagem
  • Paraná: Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, enfermeira
  • Pernambuco: Perpétua Barbosa, 52 anos, técnica de enfermagem
  • Minas Gerais: Maria do Bonsucesso Pereira, de 57 anos, enfermeira
  • Espírito Santo: Iolanda Brito, de 55 anos, técnica de enfermagem
  • Maranhão: Egle Maia Sousa, técnica de enfermagem
  • Tocantins: Edileuza Ferreira dos Santos, de 52 anos, enfermeira
  • Mato Grosso do Sul: Domingas da Silva,indígena de 91 anos. Da etnia Terena, ela reside na aldeia Tereré, em Sidrolândia, e foi vacinada no Hospital Regional de Campo Grande
  • Ceará: Maria Silvana Souza Reis, de 51 anos, técnica de enfermagem
  • Goiás: Maria Conceição da Silva, de 76 anos, moradora de um abrigo e hipertensa.Ela foi imunizada pelo governador Ronaldo Caiado, que é médico
  • Piauí: Joaquim Vaz Parente, de 75 anos, é médico obstetra e atua há 45 anos na Maternidade Dona Evangelina Rosa
  • Rio de Janeiro: Dulcineia da Silva, de 59 anos, técnica de enfermagem no hospital Ronaldo Gazola, e Teresinha da Conceição, de 80 anos, acolhida pelos serviços da Prefeitura em 2015 depois de ter sua casa demolida pela Defesa Civil. Elas foram vacinadas no Cristo Redentor
  • Santa Catarina: Júlio César Vasconcellos de Azevedo, de 55 anos, enfermeiro. Ele trabalha há 28 anos no Hospital Celso Ramos, de Florianópolis
  • São Paulo: Mônica Calazans, de 54 anos, enfermeira. Ela foi a primeira brasileira a receber a vacina fora do período de testes, pouco após aprovação da Anvisa
  • Rondônia: Karina Zingra, médica do Hospital de Campanha
  • Rio Grande do Norte: Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos, técnica de enfermagem
  • Roraima: Iolanda Pereira da Silva, 45 anos, indígena e parteira da Terra Indígena Raposa Serra do Sol
  • Distrito Federal: Lídia Rodrigues Dantas, de 31 anos, enfermeira. Ela atua no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), na linha de frente do combate ao Covid-19
  • Alagoas: Marta Antônia de Lima, 50 anos, assistente social. Ela trabalha no Hospital da Mulher
  • Sergipe: Sônia Damásio, enfermeira
  • Paraíba: Marineide Rodrigues Gouveia Ferreira, de 60 anos, enfermeira
  • Pará: Shirley Cuimar Cruz Maia, de 39 anos, enfermeira
  • Bahia: Maria Angélica de Carvalho Sobrinho, de 53 anos, enfermeira
  • Acre: José Marcelino de Oliveira, de 85 anos, morador do Lar Vicentinos
  • Amapá: Kátia Regina Marinho de Araújo, 58 anos, enfermeira

Atrasos na distribuição

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a vacinação começaria a partir das 17h em todo o país. A entrega das doses, entretanto, atrasou após a pasta alterar voos para os estados.

Em entrevista nesta segunda-feira, em São Paulo, Pazuello afirmou que houve atraso porque os governadores quiseram antecipar o início da vacinação e foi necessário refazer a logística. “Imagine a mudança da logística para 26 estados em um país continental como o Brasil”, disse.

Vacinas da Índia sem data para chegada

Pazuello também foi perguntado sobre as duas milhões de doses da vacina de Oxford que o Brasil pretende importar da Índia — o imunizante obteve aprovação da Anvisa também neste domingo.

O governo mobilizou um avião no fim de semana para buscá-las, mas a Índia atrasou a entrega. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a viagem poderia ocorrer “em dois ou três dias”.

Nesta segunda, porém, Pazuello não definiu um prazo e disse que a diferença de fuso horário complica as negociações.

“Todos os dias nós temos tido reuniões diplomáticas com a Índia. O fuso horário é muito complicado. Não há uma resposta positiva de saída até agora. Está sinalizado para os próximos dias desta semana o embarque da carga para cá”, disse o ministro.

Fonte: G1.com

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