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Celebridades

Black Eyed Peas: banda supera câncer, cegueira e saída de Fergie

Banda, escalada para o festival Itaipava Som a Sol, em 4 de outubro, fala sobre problemas de saúde e o disco mais recente, 'Master of the Sun Vol.1'

 

Em 2018, o Black Eyed Peas colocou fim a um hiato de oito anos sem discos inéditos. O último projeto registrado por eles havia sido The Beginning, um estrondoso sucesso de 2010, em especial no Brasil, onde atingiu o topo das paradas.

De lá para cá, muita coisa aconteceu na trajetória do grupo de R’n’B que dominou a década de 2000 com hits como Where Is The Love? e I Gotta a Feeling. O fato mais marcante, porém, foi a saída de Fergie, em 2017. A cantora, que é a segunda vocalista do BEP, (entrou no CD Elephunk, de 2003, o terceiro da carreira dos americanos) resolveu se afastar e não assumir os vocais do novo trabalho com a banda.

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Sendo assim, Master of The Sun Vol.1, de 2018, traz o grupo gravando pela primeira vez desde 2003 sem a presença da loira nos vocais. Como alternativa, Will.i.Am, Apl.de.Ap e Taboo — que também são os três fundadores da banda formada em 1992 — trouxeram outras mulheres para cantar parte das faixas do disco.

A ex-Pussycat Dolls Nicole Scherzinger, que foi cotada como substituta de Fergie, aparece em Wings. Já a inglesa Esthero foi a convidada para a faixa 4Ever. CL é a cantora de Dopeness. Para as demais faixas, o trabalho sujo ficou com Jessica Reynoso, que é quase como a quarta integrante da banda no momento.
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Sem a figura feminina de Fergie, o Black Eyed Peas também aproveitou para experimentar mais, soar de forma mais “rapper” e abordar temas espinhosos nas letras nas novas gravações.

Em Get It, a repressão policial é o tema do clipe, por exemplo (com direito a cutucada em Donald Trump). Mas Taboo alerta que a ideia não é soar como uma banda política e sim contestar. “Posso falar sobre a parte lírica e também sobre o contexto social. Nós sempre fizemos letras assim, como Where Is The Love. Nós nunca fomos uma banda política. Somos mais, digamos, socialmente contestadores. Falamos sobre as coisas boas e ruins que acontecem nos nossos bairros, no nosso país. Nunca fugimos disso. A ideia é falar sobre amor, empatia, apreciação pelo respeito. Mas não atuamos como políticos e, sim, com mensagens positivas”, analisa.

Apl.de.Ap diz que o momento do país é diferente de quando eles começaram e as pessoas precisam ter mais atenção. “A América está indo por esse caminho, por isso as pessoas precisam ser mais gentis e prestar atenção sobre o que está acontecendo. Tem que ter opinião, mas também ação”, garante.

Momentos difíceis

As novas faixas ainda reservam espaço para falar sobre superação e os desafios pessoais enfrentados pelos músicos do BEP na última década.

Apl.de.Ap, por exemplo, revelou em 2011 que passou a vida toda sendo considerado legalmente cego. Em 2012, ele operou a visão e pôde enxergar pela primeira vez em muito tempo a mais de 10 metros de distância. “Eu me sinto muito agradecido e abençoado por poder tocar para as pessoas. A música me deu a visão que eu precisei a minha vida toda. Com música, eu pude fazer mais do que poderia, fazer tudo que queria, como qualquer outra pessoa. Música me deu a força para melhorar minha vida e hoje posso também ajudar quem passa por algo parecido, que enfrenta a cegueira. Ao recuperar parte da minha visão, talvez eu recuperei um sentimento de poder fazer ainda mais”, garante.

Taboo, por outro lado, enfrentou um câncer em 2014, que foi curado após 12 semanas de uma quimioterapia intensa e agressiva. Livre da doença, Taboo se juntou à Sociedade Americana contra o Câncer e lançou a faixa Dr. Exclusive em 2016.

Atualmente com 44 anos, ele diz que chegou a perder as esperanças por um tempo. “Para mim, música hoje é uma maneira de falar sobre superação e sobre as situações e pensamentos que passaram pela minha cabeça. Ter um câncer me atingiu física e mentalmente. Mas a experiência me ajudou a voltar e a ter conexão com outros sobreviventes, que ouvem meu testemunho de vida”, comenta.

“E, desde então, agradeço minha família, meus amigos e meus fãs por estar vivo e pela vida que tenho. Isso são coisas mais importantes que dinheiro ou carreira, porque a vida é muita curta. Quando você está focado na carreira e em fazer o máximo de dinheiro que puder, você esquece que existem coisas mais importantes, como a vida. Hoje, agradeço poder estar de volta à Europa, voltar ao Brasil e fazer coisas que eu não sabia se poderia novamente”, analisa.

Por aqui, a banda se apresenta em 4 de outubro na primeira edição do festival Itaipava Som a Sol, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Já no dia 5, eles tocam no Rock In Rio.

A relação com o país é antiga e íntima. Além de inserir ritmos brasileiros nas bases das composições, o BEP já gravou Mas Que Nada, com Sergio Mendes, em 2006, e, no último mês de maio, anunciou parceria com Anitta (que deve subir ao palco com eles no Rio). “Trabalhamos com Anitta em uma nova música e não vemos a hora de tocar com ela. Nós sempre tivemos uma relação íntima com o Brasil. Sergio Mendes, Anitta. Os estilos musicais brasileiros sempre estiveram presentes no trabalho do Black Eyed Peas, desde o começo. Antes de termos a banda, já era algo que nos chamava atenção. E, claro, tocar no país é especial demais”, garante Taboo.

Fonte:R7.com

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