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Coluna da Célia Lima

Aplicações e a vida na geração Millennials

A geração Millennials tem, hoje, acesso a um conjunto alargado de dispositivos, redes e aplicações que prometem melhorar e facilitar o seu quotidiano.

Com aspetos positivos e negativos, estas estruturas fazem parte de um mundo em constante mudança, onde se torna impossível acompanhar todos os lançamentos e tendências.
Evidentemente, neste processo, dá-se também uma alteração das próprias dinâmicas sociais, económicas, laborais e mesmo emocionais.

Conhecer melhor a forma como as aplicações e as mudanças promovidas pela geração Millennials afeta a vida quotidiana pode ser muito importante para que seja feito um uso positivo das aplicações e para que se possa dar resposta a algumas das maiores preocupações dos críticos das novas tecnologias.
Assim, além de se conhecer todo o tipo de aplicativos que podemos instalar nos nossos dispositivos móveis, é importante saber quais os efeitos positivos e negativos que estes podem ter nas nossas vidas.

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Tipos de aplicações que encontramos nos nossos dias

A vida humana foi facilitada pelo aparecimento de diversas aplicações. Hoje, nos nossos telemóveis e tablets, existem apps que se comprometem a solucionar várias das nossas dificuldades, ajudando-nos a gerir a nossa vida.
Aplicações destinadas à organização, como agendas e calendários, servem para nos orientar ao longo do dia; à medida que apps destinadas à troca de mensagens instantâneas nos permitem estar permanentemente em comunicação com os outros.

O registo de momentos importantes, sob a forma de fotografias, vídeos ou audio é também possível com estas aplicações, havendo outras que nos permitem mostrar e interagir com os públicos com os quais desejamos partilhar estes momentos.

As compras online, ideais para quem vive na correria do século XXI, são também geridas, agora, nestas aplicações, existindo ainda apps para comparação de preços que garantem que podemos, sempre, encontrar as melhores ofertas.

Não faltam opções para tornar a nossa vida mais simples em pleno século XXI. Mas será que todos os aspetos desta evolução são positivos?

O impacto das aplicações na vida dos mais jovens

A Internet tem, como vimos, sofrido um desenvolvimento notório, que se expressa bem pelas novas dinâmicas, ancoradas na gestão da vida social.
As redes sociais e as aplicações – como aquelas que acima descrevemos – vêm ajudar no processo de realização das mais diversas tarefas quotidianas e contribuir para um mundo em rede, permanentemente conectado e onde as dinâmicas sociais se vão alterando, com base nas tendências.

A evolução rápida destes processos e o aparecimento de novas formas de tecnologia têm contribuído para que o mundo evolua a uma velocidade sem precedentes. A acompanhar este processo, a disponibilização gratuita de wi-fi em vários espaços públicos tem facilitado, também, o acesso a novas dinâmicas temporais e de vida.

A comunicação entre os jovens é, hoje, instantânea. Os mais novos não se recordam de uma vida sem Whatsapp, sem Skype, sem Facebook, sem Twitter, sem Snapchat ou sem Facebook. Para elas, este tipo de aplicação é uma parte natural e intrínseca dos dias, sem as quais não se sentiriam plenamente preenchidos.

Evidentemente, estas redes têm vantagens. Elas facilitam o contacto com o outro, a criação de uma visão mais alargada a nível sociocultural, um maior conhecimento sobre o que se passa ao redor do globo.

Ainda assim, nem todo o impacto destas aplicações na vida dos jovens pode ser considerado positivo, gerando igualmente fatores muito negativos e cujo impacto ainda não se conhece totalmente.

A importância destas redes para o bem-estar emocional dos jovens, por exemplo, é visível na manifestação angustiada destes sempre que existe uma falha de rede. Da mesma forma, os usos pouco controlados, são mecanismos ideais para a proliferação de estruturas de preconceito e para a criação do bullying digital: um dos maiores problemas dos nossos dias.

Isolamento social, incapacidade de concentração, dependência das novas tecnologias e sedentarismo são outros dos problemas que, claramente, podemos observar na geração Millennials e na forma como esta se debruça sobre as aplicações e as redes sociais.

Hoje, estamos perante uma geração que escolhe as suas viagens com base nas fotos que pode tirar e mede a sua auto-imagem com base no número de seguidores, de amigos virtuais e de likes.
Esta situação tem levado ao aparecimento de maiores problemas psicológicos, incluindo a ansiedade, o stress e a depressão; privando os mais jovens dos pequenos prazeres da vida, que existem na realidade offline que recusam conhecer.

A exposição destes jovens é outro dos problemas destas tecnologias e das suas aplicações, fazendo o roubo do direito à privacidade e criando a sensação de que o jovem está constantemente sob o olhar – e, portanto, também o escrutínio – de todos os seus pares.

Assim, embora seja inegável o papel positivo das aplicações, é também importante que exista um espírito crítico, que ajude na criação das estruturas necessárias para solucionar os problemas evidentes que o avanço tecnológico promove nas nossas sociedades.

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