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Coluna da Célia Lima

Fabiano de Abreu revela em estudo que músicos podem desenvolver a inteligência, entenda

Estudos recentes feitos pelo filósofo e especialista em estudos da mente humana, Fabiano de Abreu indicam que, ser músico, é um bom meio para desenvolver a inteligência no cérebro.

Fabiano que é membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo com sede na Inglaterra, dedica parte do seu tempo a fazer estudos de comportamento e tudo relacionado ao cérebro humano. O filósofo conta com a ajuda de profissionais de neuro-psicologia e psicologia, arqueologia e de teologia e, além disso, faz uma serie de pesquisas para que  se chegue a um resultado de ele designa de ‘raciocínio lógico’ para a criação das suas teorias.

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Fabiano observou os músicos e cognitivamente, mais um estalo em sua mente, sugeriu que havia algo relacionado à música para a desenvoltura dos grandes músicos: “Ao observar muitos músicos, seja na minha profissão, também, como assessor artístico ou como observador, percebi que os músicos que trabalhavam com uma diversidade maior de instrumentos, de sons e músicos mais complexos, demonstravam uma habilidade maior não só na comunicação mas também no tempo de raciocínio. É como se quanto maior forem as nuances sonoras somadas às delicadas ações motoras para fazer o som, juntos com a ansiedade, fossem um exercício para o desenvolvimento do cérebro abrindo assim o que chamo de ‘passagem de leitura geral’ (pois a ansiedade abre a possibilidade de adquirir mais informações simultâneas).”

Fabiano, explique mais sobre como isso funciona?

‘O músico desenvolve a inteligência pois exerce uma academia de pensamentos simultâneos’ frase filosófica do autor

“Quando um músico pega e usa um instrumento, seu cérebro parece fogos-de-artifício. Estudos científicos comprovam, em testes, monitorando o cérebro com scanners apropriados que, múltiplas áreas do cérebro funcionavam e acendiam de uma só vez. Quem apenas ouve música é diferente de ouvir e tocar a música e quanto mais complexo forem os instrumentos, mais exige do cérebro. Tocar instrumentos ativa todas as partes do cérebro, inclusive ambos os lados. Foi comprovado também que músicos tem uma função executiva mais desenvolvida, para testes matemáticos por exemplo. Músicos também demonstram memórias mais aprimoradas e de forma organizada.

Cientistas do Instituto Karolinska, em Estocolmo, concluíram que os bateristas são os músicos mais inteligentes, com o maior número de QI, claro, os que tinham mais habilidades e, isto é mais um ponto que habilita a teoria de Fabiano.

“O som da bateria emite ondas, que entram em sintonia com as ondas que emitimos, seja cerebrais ou cardíacas e também com as ondas da terra. Está em nossa memória primitiva como estas ondas sonoras nos comovem. Isto é um fluxo de informações simultâneas que, além de traçar um ritmo, que precisa estar em sintonia, mas também nos toca emocionalmente, tudo isto junto à coordenação motora que precisa ser aplicada, resultando assim em um somatório de práticas de exercícios cerebrais que leva ao desenvolvimento da mente.”

Para tentar não complicar, perguntamos ao estudioso onde a emoção entra nesta questão:

‘A emoção motiva à busca da razão quando não interfere’ frase filosófica do autor

“Onde entra a emoção? Para mim, a inteligência emocional é uma das mais importantes, pois ela não só incentiva o exercício mas também está ligado ao raciocínio lógico. É o ponto do equilíbrio onde a emoção na sua potência ideal pode incentivar e não atrapalhar a lógica e, nos músicos, a lógica é o resultado. O que seria a lógica na música? Seria o objetivo final, a concordância musical naquilo que se ouve e se apaixona. Se treina a lógica em um determinado propósito, treina a lógica para os demais propósitos. Mesmo aqueles em que não há intenção.”

Então todo músico vai ser inteligente?

‘Nascemos com uma potência de inteligência mas não é ela que garante a intelectualidade’ frase filosófica do autor

“O músico treina a inteligência e desenvolve o intelecto. Ele pode sim ficar mais inteligente mas isso não quer dizer que ele possa ser mais inteligente do que os que não são músicos. Pois há quem nasce com o QI mais elevado e não opta pela música e direciona a inteligência para outras coisas. Mas sim, recomendo, coloque os filhos para serem músicos, não só pela questão da inteligência mas também cultural.

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