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Coluna da Célia Lima

Pessoas com medo dos tempos modernos podem desenvolver a Síndrome de Frankenstein

 

Inusitado transtorno, a Síndrome de Frankenstein, é pouco conhecido no universo da psicologia e psiquiatria. Inspirada no personagem literário Frankenstein, criado por Mary Shelley, em 1818, essa condição foi citada pela primeira vez na obra de Bernard E. Rollin, “The Frankenstein Syndrome: Ethical and Social Issues in the Genetic Engineering  of Animals”, em 1995.

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Numa entrevista exclusiva para o portal Aventuras na História, o PhD, neurocientista, neuropsicólogo e biólogo Fabiano de Abreu, explicou que o medo é um dos pontos de partida para o desenvolvimento do transtorno. “As pessoas que sofrem com a Síndrome de Frankenstein têm mudanças de comportamento significativas. Em casos mais graves, o paciente desencadeia maior tendência ao vício e podem optar por um estilo de vida diferente”, descreve.

Fabiano pontua que as pessoas com essa síndrome sentem-se vítimas de preconceito, rejeição, intolerância e, por isso, assumem um papel de ‘monstros’, podendo perder o controle por diversas vezes. “Muitos dos pacientes, acreditam que o problema está no outro mesmo sendo possível que seja apenas uma realidade abstrata”, completa. A agressividade é outro sintoma comum em pacientes que desenvolveram o transtorno.

O neurocientista ressalta que o medo de que as descobertas da ciência se voltem contra a espécie humana e a danifiquem ou até a destruam, é uma das causas da síndrome. E cita o medo patológico das criações humanas, ou seja a clonagem, como exemplo.

Por fim Fabiano considerou que em tempos modernos, o medo gerado pela Síndrome de Frankenstein pode ser traduzido pelo receio com relação a vacinas, telefones celulares, eletricidade, ondas eletromagnéticas, usinas nucleares e até mesmo de governantes.

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