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Coluna do Udes Filho

Brasil quer vender mais do que soja e minério para China, diz Mourão

Presidente em exercício afirmou em evento que 'o colosso asiático não deve ser visto apenas como destino fácil para exportação de commodities'

“Sabemos que ganhos de curto prazo para o Brasil, como a demanda por soja, podem ficar comprometidos pela redução global da atividade econômica”

O presidente em exercício Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira, 9, que o mundo acompanha com “apreensão” a escalada das barreiras tarifárias e o aumento do risco de recessão global pelo conflito entre a China e os Estados Unidos.

“Sabemos que ganhos de curto prazo para o Brasil, como a demanda por soja, podem ficar comprometidos pela redução global da atividade econômica”, afirmou Mourão.

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Ele disse que o Brasil quer diversificar as exportações à China. Segundo Mourão, ir além das vendas de produtos de baixo valor agregado – como soja e minério – é um “desafio persistente” do país.

“O colosso asiático não deve ser visto apenas como destino fácil para exportação de commodities. A China amplia e diversifica sua presença política e econômica no exterior, apresentando-se como protagonista”, comentou.

Segundo ele, o Brasil tem tentando criar o “ambiente político propício” e um clima de confiança para diversificar as exportações à China.

O presidente disse ainda que a guinada no consumo interno chinês, bem como a disposição da China em fazer investimentos em infraestrutura no exterior, são oportunidades para o Brasil.

O Ministério da Agricultura brasileiro recebeu nesta segunda comunicação oficial da Administração Geral da Aduana da China (GACC) sobre a habilitação de 25 novos frigoríficos de carne – 17 de bovinos, seis de frango, uma de suínos e uma de asininos.

Com isso, o País, que antes tinha 64 plantas habilitadas a exportar para o gigante asiático, passa a ter 89.

Fonte:R7.com
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