×

Publicidade

Coluna do Udes Filho

Caso Prosegur: Sindicato impediu redução fraudulenta de 70% nos salários

A Prosegur Transporte de Valores tentava fazer acordo fraudulento com seus trabalhadores, mas encontrou resistência por parte da categoria.

O SINDVIG-MA confirma que o vice-presidente da entidade, Daniel Pavão, participou da reunião “no intuito de intermediar as divergências”.

O Sindicato dos Vigilantes do Estado do Maranhão (SINDVIG-MA), em resposta ao O Quarto Poder, sobre o caso Prosegur, disse que “a gestão do presidente Raimundo Benedito Raposo Sousa, deixa claro que não negocia direitos da categoria, sem que a mesma concorde em assembleia”.  As informações nos foram repassadas pelo secretário de Comunicação e Previdência da entidade, Rubdennego Madeira.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Governo Federal editou algumas Medidas Provisórias, dentre elas, a MP nº 936, de 1º de abril de 2020, “na qual as empresas podem fazer acordos direto com seus empregados, sem a interferência dos Sindicatos, fato reconhecido e autorizado pelo STF”, explicou.

Continua após a Publicidade

“Acontece que a empresa Prosegur Transporte de Valores tentava fazer acordo com seus trabalhadores, onde havia resistência por parte da categoria, e mesmo não havendo a necessidade da participação do Sindicato, o mesmo, a interesse da categoria, participou de uma reunião entre a empresa e os trabalhadores, com o interesse de intermediar os impasses”.

Um funcionário da multinacional espanhola Prosegur foi gravado em vídeo, sugerindo um “acordo por fora” para trabalhadores da empresa, dentro de uma de suas bases, em São Luís, capital do Maranhão. O acordo oficial, no papel, propõe a redução de 70% do salário dos funcionários, mas o homem “garante” que, na prática, a redução será de no máximo 50%.

A diferença seria paga pelo Governo Federal através do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e Renda (Bem), instituído através da Medida Provisória 936.

O SINDVIG-MA confirma que o vice-presidente da entidade, Daniel Pavão, participou da reunião “no intuito de intermediar as divergências”.

“Depois de esclarecimentos e debates chegou-se ao acordo aceito na reunião de que a empresa adotaria 50%.  Ela [Prosegur] seria responsável e os 50% seria pago pelo Governo Federal, na forma da MP 936. Vale ressaltar que os próprios trabalhadores optaram em aceitar somente se fosse os 50%”.

TRABALHADORES PREJUDICADOS

SINDVIG-MA ressaltou que o trabalhador que adere ao acordo também terá perdas. “A parte que cabe ao Governo não terá natureza salarial, fazendo com que o trabalhador sofra redução em suas férias, décimo terceiro salário e até no caso de rescisão contratual.

Ver comentários
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.