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Coluna do Udes Filho

Em Nota, Faculdade Gianna Beretta nega acusações de alunas; o caso deve seguir na Justiça

Após repercussão da matéria publicada por O Quarto Poder, no sábado (06/07), sob o título “Alunos da Faculdade Gianna Beretta denunciam abusos e constrangimentos”, a direção da instituição de ensino superior encaminhou nota de esclarecimento e pedido de direito de resposta, negando categoricamente todas as acusações.

Entretanto, as alunas Cristiane Luz Santiago e Gleiciane Costa Sousa, principais responsáveis pelas denúncias, quando confrontadas com o teor do Direito de Resposta da faculdade, voltaram a afirmar à nossa redação que todas as acusações são verdadeiras, que são detentoras de provas materiais e testemunhais, e que estão buscando os caminhos da Justiça e outros veículos de comunicação para expor suas indignações. Relembre o caso clicando aqui.

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Leia a Nota encaminhada pela FACULDADE GIANNA BERETTA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR

NOTA DE ESCLARECIMENTO – DIREITO DE RESPOSTA

Sobre a notícia veiculada pelo Blog “O 4º Poder” no último sábado, dia 06 de julho de 2019, intitulada “Alunos da Faculdade Gianna Beretta denunciam abusos e constrangimentos”, a FACULDADE GIANNA BERETTA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR vem a público, nos termos do art. 5º, inciso V, da Constituição Federal/1988 e da Lei nº 13.188/2015 (que trata do direito de resposta), em decorrência da publicação ofensiva a esta Instituição de ensino, informar que são totalmente improcedentes as afirmações levianas trazidas pelo citado blog, como se passa a esclarecer.

        Inicialmente, a FACULDADE GIANNA BERETTA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR esclarece que sempre pautou sua atuação nos mais abalizados padrões éticos e de qualidade, bem como nas leis e regulamentos que regem a prestação de serviços educacionais no Brasil.

        Quanto ao caso específico noticiado, envolvendo alunos do 6º período do curso de Gestão Hospitalar, turma 2019.1, ofertado pela Faculdade Gianna Beretta, assevera-se que em nenhum momento a instituição praticou qualquer ato que configurasse “constrangimento ilegal em sala de aula” ou “uso arbitrário de poder em sala de aula”, seja por seus funcionários do setor administrativo, seja pela coordenação do curso ou por seus professores. Sendo que os denunciantes não apresentaram nenhuma prova para suas ilações. Ademais, o que aqui se afirma pode ser facilmente comprovado por meio do testemunho dos demais alunos da turma que frequentaram regulamente a todas as aulas ministradas.

        Importante notar que tais acusações não passam de meras afirmações temerárias e genéricas por parte dos supostos denunciantes, acusações essas repercutidas pelo Blog O 4º Poder, sem a devida e necessária checagem jornalística dos fatos, haja vista ter publicado a “notícia” sem antes ter dado a oportunidade para que a instituição de ensino se manifestasse, previamente à publicação, acerca do alegado pelos denunciantes.

        Apesar de a publicação no blog O 4º Poder não trazer maiores detalhes sobre o caso e não apresentar quem são os alunos que se disseram prejudicados, a Faculdade Gianna Beretta concluiu que se tratam de alunos que tiveram seus pleitos indeferidos acerca da colação de grau da referida turma do curso de Gestão Hospitalar, que irá ocorrer no corrente mês de julho (de 2019).

        O indeferimento dos pedidos dos alunos para sua colação de grau na turma decorreu da reprovação de tais alunos na disciplina Projeto Integrador, disciplina que, segundo a ementa do curso, tem carga horária de 40 horas e como produto de avaliação um trabalho apresentado no final do semestre. Cabendo destacar que além da apresentação do trabalho devidamente orientado pelo professor, é obrigatória a frequência mínima dos alunos a 75% (setenta e cinco por cento) das aulas/encontros, tendo em vista que a qualidade do ensino depende do tempo dedicado pelo aluno às atividades acadêmicas. Nesse sentido, como tais requisitos não foram atendidos pelos alunos, inevitavelmente, seus pleitos foram indeferidos.

        Apenas a título de ilustração de requerimentos que foram indeferidos pela instituição, cita-se o caso de alunas que, sem justificativa, não compareceram à faculdade na data de apresentação de seus trabalhos; outras que se afastaram da faculdade (faltaram às aulas), não apresentado qualquer justificativa que abonasse suas faltas, motivo pelo qual foram reprovadas por faltas, tendo em vista que as ausências superaram 25% (vinte e cinco por cento) do número de horas-aula.

        Note-se que nos casos dos alunos reprovados por falta, em nenhum momento estes alunos procuraram a docente/coordenadora do curso nem a faculdade para formalizar qualquer solicitação, só vindo a fazê-lo quando a turma já estava na fase de conclusão da disciplina ou já após a conclusão desta, sendo importante ressaltar que em nenhum dos casos os alunos trouxeram justificativas plausíveis para suas ausências às aulas.

        Ora, uma vez não cumpridos os requisitos da ementa do curso, não há como o aluno ser aprovado na disciplina e, por consequência lógica, não estarão atendidas as exigências para que o aluno possa colar grau.

       Importa frisar que os indeferimentos se deram por razões estritamente objetivas, embasando-se nos critérios que norteiam o tema em questão, sendo que tais critérios são rigidamente aplicados por esta Instituição de ensino, tendo em vista a inafastável busca pela qualidade do ensino e pela excelência do aprendizado de seus alunos, sempre visando que os profissionais formados pela Faculdade Gianna Beretta, quando da finalização de seus cursos, estejam devida e efetivamente capacitados para o exercício de suas profissões (e especializações) no mercado de trabalho.

        Nesse contexto, resta demonstrado que não houve qualquer conduta ilegal por parte da Faculdade Gianna Beretta que tenha causado dano aos alunos, posto que apenas indeferiu requerimentos em razão do não atendimento dos requisitos da ementa do curso. Por outro lado, a publicação de notícia com informações levianas acerca desta instituição de ensino causou-lhe ofensa à sua honra, conceito, nome e reputação.

        Quanto à intenção dos alunos de impetrarem mandados de segurança, esta instituição informa que, até o momento, não foi notificada de nenhum “writ”, mas que, caso necessário, estará, através de seu Corpo Diretivo e de sua Assessoria Jurídica, à disposição para prestar os devidos esclarecimentos sobre os fatos ao Poder Judiciário.

        Por fim, convém ressaltar que a Faculdade Gianna Beretta sempre esteve e está aberta ao diálogo e à disposição para a resolução das questões e/ou dificuldades enfrentadas por seus alunos, de modo que não procede a afirmação de “ineficácia da instituição diante dos problemas dos alunos”.

        Ante o exposto, a FACULDADE GIANNA BERETTA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR, vem requerer ao(s) Editor(es) do Blog O 4º Poder o legítimo e adequado direito de resposta, pela mesma mídia e no mesmo destaque da notícia ora refutada.

Nestes termos, pede acolhimento.

 São Luís, 08 de julho de 2019.

DIRETORIA da FACULDADE GIANNA BERETTA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR


Vicente Costa

Diretor Executivo

Faculdade Gianna Beretta

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