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Coluna do Udes Filho

Em nota, Prosegur evita tratar sobre “fraude” e diz ter assinado acordo com o SINDVIG-MA

A Prosegur não esclareceu o episódio registrado no vídeo e confirmado a este colunista, por representantes do SINDVIG-MA.

A Prosegur não esclareceu o episódio registrado no vídeo e confirmado a este colunista, por representantes do SINDVIG-MA.

Após ser procurada pelo O Quarto Poder, através da Coluna do Udes Filho, a assessoria de imprensa da multinacional espanhola Prosegur encaminhou nota à redação, nada esclarecedora, sobre o vídeo gravado nas dependências de sua sede, em São Luís, no Maranhão, que mostra um funcionário da empresa sugerindo um “acordo por fora” para seus trabalhadores.

No papel, a redução seria de 70% do salário dos funcionários, mas o homem no vídeo “garante” que, na prática, chegaria a no máximo 50%. O vídeo mostra, de forma clara, a pressão da empresa sobre os funcionários, para uma tentativa de fraude contra o Governo Federal do Brasil.

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O caso foi divulgado com exclusividade por este colunista, no post “Pandemia: multinacional espanhola Prosegur tenta dar golpe no Governo Federal e lesar vigilantes no Maranhão”.

Na nota oficial, a gigante de transporte de valores e segurança diz ter assinado um acordo coletivo trabalhista com o Sindicato dos Vigilantes do Maranhão (SINDVIG-MA), “em função dos reflexos econômicos e sociais causados pela pandemia de COVID-19 reconhecida pela Organização Mundial da Saúde – OMS no dia 11 de março deste ano”.

A Prosegur não esclareceu o episódio registrado no vídeo e confirmado a este colunista, por representantes do SINDVIG-MA. A empresa se limitou a dizer que “apesar de contar com a possibilidade de aplicar a redução de jornada de 70%, não adotou esse critério com nenhum de seus colaboradores”.

O Quarto Poder aguarda o posicionamento oficial do SINDVIG-MA e do Ministério Público do Trabalho do Estado do Maranhão.

PROGRAMA PARA MANTER EMPREGOS?

Em entrevista à Agência Efe, no inicio de maio deste ano, o diretor mundial de Segurança da Prosegur, José María Pena, analisou os desafios da empresa, uma das maiores empregadoras do país, com quase 55 mil funcionários distribuídos em vários setores. No Brasil, “estamos implementando um programa para manter os empregos, com ajuda governamental, e estamos reduzindo a jornada de trabalho”, disse o executivo, que, baseado em São Paulo, dirige os negócios de Segurança da multinacional espanhol.

Resta à Prosegur esclarecer se o tal “programa implementado para manter empregos”, com a ajuda do Governo Federal, não se tornou uma forma de fraudar os cofres públicos, como ficou explicito no vídeo divulgado no post anterior, aqui, no O Quarto Poder.

Leia a íntegra da nota da Prosegur

A Prosegur informa que assinou um acordo coletivo trabalhista com o SINDVIG-MA em função dos reflexos econômicos e sociais causados pela pandemia de COVID-19 reconhecida pela Organização Mundial da Saúde – OMS no dia 11 de março deste ano.

A negociação da Prosegur com o sindicato em questão foi em comum acordo e com o objetivo de preservar o emprego de seus colaboradores, aderindo ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, previsto nas Medidas Provisórias 936/2020 (“MP 936/2020”) e  927/2020 (“MP 927/2020”), instituídas em função do estado de calamidade pública, decretado pelo governo federal.

O acordo assinado e aprovado pela maioria dos colaboradores deixa em aberto a aplicação de critérios trabalhistas previstos nas Medidas Provisórias que dispõem de: suspensão de contrato de trabalho, redução de jornada de trabalho em 25%, 50% ou 70% e utilização de banco de horas, de acordo com a necessidade da empresa. A Prosegur esclarece que, apesar de contar com a possibilidade de aplicar a redução de jornada de 70%, não adotou esse critério com nenhum de seus colaboradores.

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