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Coluna do Udes Filho

Lava Jato do Rio denuncia Wassef e mais 4 por desvio de R$ 4,6 mi

A denúncia faz parte da Operação E$quema S, que investiga suspeitas de irregularidades na relação entre escritórios de advocacia e o Sistema S do Rio

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio denunciou nesta sexta-feira (25) o advogado Frederick Wassef, ex-defensor da família Bolsonaro, o empresário Marcelo Cazzo, as advogadas Luiza Nagib Eluf e Marcia Zampiron e o ex-presidente da Federação do Comércio do Rio, Orlando Diniz, por peculato e lavagem de dinheiro.

Eles são acusados pelo desvio de R$ 4,6 milhões das seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e da Federação do Comércio (Fecomércio).

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A denúncia foi apresentada no âmbito da Operação E$quema S, deflagrada no início do mês para investigar suspeitas de irregularidades na relação entre escritórios de advocacia e o Sistema S do Rio. As investigações apontaram contratos supostamente falsos firmados entre as bancas e o Sesc, Senac e Fecomércio.

“Os serviços arrolados não foram prestados ou foram prestados no interesse exclusivo de Orlando Diniz para, por exemplo, a perseguição de adversários pessoais”, diz a Lava Jato.

Frederic Wassef havia afirmado em 9 de setembro, quando houve busca e apreensão, que nada foi apreendido em sua casa e em seu escritório e que e que não tem nenhuam relação com o suposto esquema criminoso envolvendo a Fecomercio. “Jamais  fui contratado pela Fecomercio ou recebi  pagamentos desta entidade”, afirmou, em nota.

Outro lado

Em nota, Frederic Wassef nega as acusações, diz que não tem relação comercial com a Fecomércio do Rio e que “estão criminalizando a advocacia no Brasil”. Veja íntegra da nota:

“Eu não tenho e nunca tive qualquer relação comercial com a Fecomércio, não fui contratado por eles, não recebi um único centavo desta entidade e jamais negociei com eles.

Fui contratado e prestei serviços advocatícios a um renomado escritório de advocacia criminal de São Paulo, em que a dona é uma famosa procuradora do Ministério Público de São Paulo, conhecida por ter dedicado toda sua vida e carreira a instituição Ministério Público e o combate ao crime, tratando-se de pessoa pública, íntegra, proba e de idoneidade inquestionável.

Os serviços advocatícios foram devidamente prestados, os honorários foram declarados à Receita Federal e os impostos pagos.

Após dois anos de investigação da Fecomércio, jamais fui intimado ou convocado por qualquer autoridade a prestar qualquer esclarecimento. Desde o início da referida operação não fui investigado e ao final não fui denunciado, pois sempre souberam que jamais participei de qualquer esquema.

Estranhamente após a denúncia de todos os advogados citados na referida operação sofri uma busca e apreensão em que nada foi apreendido por não terem encontrado qualquer irregularidade e mais estranhamente ainda resolveram oferecer uma denúncia relâmpago, isolada, baseada em absolutamente nada contra minha pessoa.

A denúncia do Ministério Público Federal é inepta e não descreve qualquer conduta praticada por mim ou mesmo qualquer crime, tendo se limitado a narrar simplesmente pagamentos de honorários advocatícios por serviços devidamente prestados, inovando no Brasil, transformando o regular exercício da advocacia em crime, de forma irresponsável e sem medir as consequências de dano de imagem e reputação a minha pessoa.

Nunca em minha vida respondi a qualquer processo ou fui investigado, sempre tive um nome limpo e sequer em 28 anos de advocacia tive uma única representação em meu desfavor perante a Ordem dos Advogados do Brasil.”

 

Fonte: Agência Estado

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