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Coluna do Udes Filho

Mãe comemora alta após luta contra a Covid-19 no Maranhão

Logo após o parto, a jovem foi encaminhada para a UTI Materna, onde foi acompanhada pelos profissionais até melhora do quadro. Adriana foi admitida na unidade de saúde no início do mês de maio com oito meses de gestação com ...

Adriana Sá Silva e a filha Ayla Beatriz receberam atendimento na Macma

No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, celebrado nesta quinta-feira (28), a mãe Adriana Sá Silva, 30 anos, comemora alta após luta contra a Covid-19 e parto de alto risco. Para a recuperação, Adriana contou com o empenho de profissionais da Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (MACMA), onde permaneceu 17 dias sedada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Materna. A alta da mãe da pequena Ayla Beatriz é resultado do esforço que o Governo do Estado tem realizado para combater a mortalidade materna, especialmente durante a pandemia do novo coronavírus.

“Não tenho nada a reclamar. Só tenho a agradecer. As enfermeiras, os médicos, a coordenação da UTI foram todos ótimos. Quatro dias após acordar consegui levantar, andar, sentar e sair da cama. A equipe foi maravilhosa e preciso também agradecer a Deus que capacitou cada um deles. Se não fosse esse empenho, eu não estaria aqui contando minha história”, relatou emocionada.

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Logo após o parto, a jovem foi encaminhada para a UTI Materna, onde foi acompanhada pelos profissionais até melhora do quadro. Adriana foi admitida na unidade de saúde no início do mês de maio com oito meses de gestação com sintomas de Covid-19. Com a piora do quadro clínico e com resultados dos exames, foi informada que era necessária a realização de cesariana de urgência.

No Centro Cirúrgico, Adriana teve complicações no momento do parto. Os rins apresentaram problemas, os pulmões pararam. Era necessário que Ayla nascesse e o tratamento contra a Covid-19, que já se apresentava, continuasse. Do Centro Cirúrgico, Adriana foi direto para UTI Materna. No local, as equipes de enfermeiros e médicos intensivistas já aguardavam a paciente. A UTI Materna dispõe de profissionais treinados e qualificados para intervir em cenários com quadros clínicos que necessitam de tratamento e cuidados intensivos.

Adriana teve alta da Unidade de Terapia Intensiva e completou o atendimento no Alojamento Conjunto (Alcon) da maternidade. No Alcon, ela tinha a presença de um acompanhante e concluiu o tratamento para a alta. Ela lembra que ao ver o marido Mateus ficou bastante emocionada. “Meu coração quase saiu pela boca quando vi o meu marido e minha irmã. Eu os olhei de longe. Não esperava que os dois estivessem aqui. Ganhei uma rosa”, lembrou.

Divulgação/SES

Ao sair do hospital, Mateus dos Santos Martins, marido de Adriana, agradeceu o tratamento que esposa e filha tiveram na Macma. “Essa luta foi bem dolorosa para toda a família, especialmente para mim, pois como só faltava um mês para o ciclo da gravidez terminar foi um impacto grande. O tratamento da minha esposa foi de outro mundo. Foi um tratamento especial. Havia preocupação em sempre passar notícias, uma vez que não podíamos ter contato por conta da Covid-19”, comentou.

Dados

Em todo o Maranhão, a luta a favor da vida tem alcançado bons resultados por meio de serviços e programas estaduais executados ao longo dos últimos anos. Entre as iniciativas positivas, o Estado reorganizou a Atenção Primária em Saúde em várias regiões e implantou um serviço de acompanhamento 24 horas para todos os municípios, que oferece através da Sala Cuidar suporte técnico obstétrico quanto ao manejo e assistência a gestantes de alto risco.

De acordo com dados divulgados pelo ConectaSUS, suporte tecnológico e informativo do Governo do Estado que monitora todas as informações em Saúde, o número de óbitos maternos vem apresentando queda desde 2016, quando foram registradas 106 mortes. A redução se manteve em 2017, quando o estado registrou 93 mortes.

No ano seguinte o total de óbitos caiu para 84 e em 2019 registrou-se 71 gestantes vieram a óbito decorrente de complicações gestacionais. Ainda em relação ao ano passado, a redução da mortalidade materna no Maranhão, a menor desde 2016, foi de 20,77%.

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