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Economia

Balança tem superávit de US$ 3,4 bilhões em novembro, o menor para o mês em quatro anos

No acumulado do ano até novembro, saldo positivo é de US$ 41,07 bilhões. Apesar de positivo, resultado é 20,4% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (2) que a balança comercial registrou superávit de US$ 3,428 bilhões em novembro.

Se as exportações superam as importações, o resultado é de superávit. Se acontece o contrário, o resultado é de déficit.

De acordo com o governo federal, as exportações somaram US$ 17,596 bilhões em novembro e, as importações, US$ 14,169 bilhões.

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O saldo de novembro, apesar de positivo, é 15,9% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o superávit chegou a US$ 4,076 bilhões.

Esse também foi o pior resultado para o mês de novembro desde 2015, ou seja, em quatro anos.

Segundo o Ministério da Economia, as exportações tiveram queda de 16% na comparação com novembro do ano passado. Já as importações também recuaram 16% nesta comparação.

No caso das exportações, houve redução de 9,5% na venda de produtos básicos, de 9,2% de produtos semimanufaturados e de 25,6% nos produtos manufaturados.

Nas importações, o governo federal informou que caíram as compras de bens de capital (-54,2%) e de bens intermediários (-9,7%), mas subiram as aquisições de bens de consumo (+0,3%) e de combustíveis e lubrificantes (+16,4%).

Revisão de números

A divulgação dos números sobre a balança comercial brasileira em novembro foi marcada pela revisão de dados.

Na semana passada, o Ministério da Economia corrigiu os números que havia informado e que se referiam ao resultado parcial de novembro, até o dia 24. O resultado, que era deficitário em US$ 1,099 bilhão, passou para um superávit de US$ 2,717 bilhões.

De acordo com o governo, o erro aconteceu no cálculo das exportações que, antes da revisão, estavam em US$ 9,681 bilhões. Com a mudança, elas passaram a ser de US$ 13,498 bilhões na parcial de novembro. As importações não foram alteradas, e permaneceram em US$ 10,781 bilhões.

Nesta segunda-feira (2), o Ministério da Economia informou que houve revisão, também, do resultado das exportações de setembro e de outubro.

Em outubro, as exportações subiram de US$ 18,231 bilhões para US$ 19,576 bilhões – uma elevação de US$ 1,345 bilhão.

Nos últimos três meses, portanto, a revisão dos números elevou as exportações em US$ 6,488 bilhões – impactando o saldo comercial em igual proporção.

O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Saulo Guerra, informou que houve um problema de “subnotificação” dos registros de exportação, que ocorria no momento da transmissão dos dados das exportações.

“Estava-se perdendo alguns registros na transmissão dos dados”, explicou.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento do Serviço de Processamento de Dados (Serpro), Ricardo Jucá, houve uma modernização do Siscomex no fim de 2018, com desligamento do sistema antigo e início de um novo serviço, no começo deste ano.

O novo sistema, porém, apresentou um erro técnico, que começou a impactar o registro das exportações de setembro em diante.

“Houve uma não observância no uso de uma consulta ao banco de dados, que não estava retornando a totalidade dos registros de exportação”, disse Jucá. De acordo com ele, o problema foi corrigido.

Parcial do ano

No acumulado dos onze primeiros meses deste ano, o governo federal informou que o saldo da balança ficou positivo em US$ 41,079 bilhões.

O superávit comercial, com isso, teve queda de 20,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o resultado foi de US$ 51,605 bilhões.

Esse também foi o pior resultado, para esse período, em quatro anos, ou seja, desde 2015 – quando foi registrado um superávit de US$ 13,303 bilhões.

No acumulado deste ano, de acordo com o Ministério da Economia, as exportações somaram US$ 205,863 bilhões, com média diária de US$ 887 milhões (queda de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado).

As importações totalizaram US$ 164,783 bilhões, com média diária de US$ 710 milhões (queda de 2,9% em relação ao mesmo período de 2018).

Mercados compradores

De acordo com o governo, os principais compradores de produtos brasileiros no acumulado deste ano foram:

  1. China, Hong Kong e Macau: US$ 59,859 bilhões;
  2. Estados Unidos: US$ 26,950 bilhões;
  3. Países Baixos: US$ 9,584 bilhões;
  4. Argentina: US$ 9,005 bilhões;
  5. Japão: US$ 4,765 bilhões.

Saldo e projeções

No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 58,3 bilhões. Com isso, o saldo positivo, assegurado principalmente pela exportação de produtos básicos, ficou 13% abaixo do de 2017.

O Banco Central, por sua vez, prevê um superávit da balança comercial de US$ 43 bilhões para este ano.

O Ministério da Economia estima um saldo positivo para balança comercial de US$ 41,8 bilhões em 2019, com US$ 222 bilhões de exportações e US$ 180,4 bilhões de compras do exterior.

Fonte:G1.com

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