×

Publicidade

Economia

Empresas lideradas por uma CEO têm mais mulheres em cargos de gerência

Índice de Igualdade de Gênero (GEI) de 2020 da Bloomberg mostra que, nestas companhias, mulheres estavam entre os 10% mais remunerados.

Índice de Igualdade de Gênero (GEI) de 2020 da Bloomberg, divulgado nesta terça-feira (21).

Companhias que são lideradas por uma CEO têm mais mulheres em cargos de gerência sênior do que as empresas com um homem no cargo de direção-executiva, segundo mostra o Índice de Igualdade de Gênero (GEI) de 2020 da Bloomberg, divulgado nesta terça-feira (21).

O GEI acompanhou informações de 325 empresas de 50 setores distintos, com sede em 42 países e regiões. Na sondagem deste ano, foi apontado ainda que as organizações lideradas por mulheres também tinham mais delas entre os 10% mais remunerados, em relação às empresas lideradas por homens – além de mais mulheres em papéis geradores de receita.

No levantamento deste ano, as empresas também forneceram informações como a probabilidade de uma mulher permanecer empregada após a licença-maternidade (82%), a disponibilidade de salas de amamentação no local de trabalho (69%) e custeio de programas de educação para mulheres (64%).

Continua após a Publicidade

As companhias incluídas no índice são de grande porte e têm valor de mercado de US$ 12 trilhões, ante US$ 9 trilhões das companhias participantes do ano passado. No GEI de 2019, o número de empresas participantes e países no índice era menor: 230 companhias, em 36 países.

Empresas como Itaú Unibanco, Bradesco, Banco Santander, Goldman Sachs e Nestlé participam do GEI.

“Para o Santander, divulgar publicamente nossos dados por meio do Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg é um passo importante não apenas na avaliação de nossas práticas internas, mas também para ajudar-nos a entender como está nossa performance na comparação com os pares”, disse Ana Botin, presidente-executiva do Santander.

Foco na diversidade

O GEI de 2020 revelou ainda que 64% das empresas que possuem um diretor de diversidade (CDO) tinham maior probabilidade de terem metas de inclusão social nas análises de desempenho da gerência: 59% contra 20% das companhias sem cargos direcionados para este tema.

As empresas com um diretor de diversidade também eram mais propensas a exigir uma lista mais diversa de candidatos a cargos de gerência: 67% contra 31% sem um líder voltado para a área.

O foco dessas empresas também está clientela, com a maior parte delas mais preocupada com o tema em seus materiais de publicidade e marketing. Das empresas incluídas no índice, 78% avaliam seus materiais de marketing pelo viés de gênero, ante 68% no ano passado.

Além disso, quase metade (46%) das companhias mede a retenção de clientes do sexo feminino, enquanto 57% rastreiam a satisfação do cliente por gênero.

Empresas reportam metas públicas

Pela primeira vez, o GEI acompanhou quais empresas estavam reportando, publicamente, objetivos para diminuir a diferença de gênero. Uma parcela de 39% das companhias têm metas públicas para aumentar a liderança feminina, enquanto 16% anunciaram planos públicos sobre como planejam reduzir a diferença salarial.

“Embora ainda haja um longo caminho a percorrer pela paridade de gênero no local de trabalho, a divulgação pública de dados relacionados a gênero permite às empresas compartilharem as melhores práticas e promoverem a abordagem de diversidade e inclusão de seu setor”, disse Lorraine Hariton, Presidente e CEO da Catalyst, uma organização sem fins lucrativos que trabalha para o progresso das mulheres no trabalho.

“O Índice Bloomberg de Igualdade de Gênero está traçando o caminho para a divulgação dessa área, ajudando a impulsionar mudanças de cima para baixo em alguns dos maiores empregadores do mundo”.
Fonte:G1.com
Ver comentários
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.