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Economia

Reforma trabalhista gerou só 114 mil vagas intermitentes em 2 anos

Proposta do governo Michel Temer para reduzir o desemprego estimava a criação de 2 milhões de ocupações após 24 meses

Apesar de figurar em queda, o índice de desemprego ainda aflige 12,6 milhões de pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Aposta do governo Michel Temer contra o desemprego, o projeto de reforma trabalhista completa dois anos nesta segunda-feira (11) com a tímida criação de 114 mil vagas intermitentes até setembro.

O dado, que integra o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, fica aquém da previsão inicial da proposta que permite contratações por hora.

Após a aprovação da reforma, o então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, estimou que os novos modelos de contrato poderiam gerar 2 milhões de vagas após dois anos. “A reforma ainda não trouxe o retorno que se esperava, de criação de cargos e redução da informalidade”, afirma Regina Alves, da ABN advogados.

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Apesar de figurarem ainda abaixo do esperado, as 58.080 vagas intermitentes abertas em 2019 já são 13,4% superior às 51.178 criadas ao longo de todo o ano passado.

Para Marcos Lemos, advogado trabalhista do Benício Advogados Associados, as novas regras trabalhistas “contribuíram muito pouco” com a geração de emprego. “O desemprego não se alterou substancialmente desde novembro de 2017, quando a reforma entrou em vigor por razões obvias, como o desaquecimento da economia”, avalia ele.

A frustração com o número de vagas criadas pela reforma trabalhista mantém elevado o número de desempregados no Brasil. Apesar de figurar em queda, o índice de desemprego ainda aflige 12,6 milhões de pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

 

Fonte:R7.com

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