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Educação

‘Desconheço qualquer iniciativa do MEC escolher reitores’, diz Ribeiro

Ministro da Educação foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos sobre criação de novos institutos federais

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante a cerimônia de comemoração aos 20 Anos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), no Ministério das Comunicações.

 

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados convocou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para dar explicações sobre a criação de dez Ifes (Institutos Federais de Ensino Superior) e a atuação recente do governo na indicação dos reitores na manhã desta quarta-feira (20).

“Desconheço qualquer iniciativa do MEC (Ministério da Educação) em escolher reitores”, afirmou o ministro Milton Ribeiro em sua fala incial na Câmara. Desde que assumiu, o presidente Jair Bolsonaro nomeou 19 reitores que não venceram as eleições internas.

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O deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) questionou o motivo do presidente não escolher o nome vencedor da lista tríplice apresentada para a escolha de novos reitores. “Existe uma razão política para isso? Por que não respeitar a escolha feita nas universidades?”

Deputados voltaram a questionar a declaração do ministro Milton Ribeiro sobre as crianças com deficiência, que “atrapalham” as demais em sala de aula. “Recebi uma comissão da Apae e que disse: ‘nós entendemos o que o senhor falou'”, disse. “Tem um vocabulário próprio desse universo e eu errei em usar alguns termos, fiz questão de ir publicamente na minha rede social e na Câmara, eu me desculpei.”

A convocação do ministro foi aprovada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, que votou um requerimento do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que abriu as pergutas dos deputados. “A proposta do MEC é dividir o que já existe, não será ampliado o número de vagas, nem de cargos e gostaria de entender também como será a escolha desses reitores”, questionou o deputado.

Segundo proposta apresentada pelo ministro, a reorganização dos campi geraria um custo de R$ 12 milhões ao ano. “Em tempos de cortes de custos, qual a razão da criação de novos campi e não investir naqueles que já existem?”perguntou o deputado Aureo Ribeiro.

Na abertura da audiência os representantes do MEC explicaram a proposta apresentada sobre os institutos federais. “Abrimos um período para que as instituições demonstrassem interesse e no caso de São Paulo, por exemplo, que possui um instituto e haverá a reorganização em três unidades”, explicou o ministro.

O MEC (Ministério da Educação) apresentou uma proposta a reitores de institutos de ensino federais no dia 30 de agosto com o objetivo de “criar” 10 novos institutos federais, a partir da divisão dos que já existem, sem aumentar o número de vagas ou de cursos oferecidos. Segundo o MEC, a intenção é melhorar a gestão das unidades cujos polos ficam distantes do prédio da reitoria.

Para o Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica) em alguns casos o reordenamento dos institutos poderiam ser interessantes como o caso de São Paulo, que possui uma reitoria para administrar 40 campi, mas questionou, na época, a questão orçamentária para isso.

Segundo informado pelo ministro durante audiência pública na Câmara, após a consulta prévia, devem ser criados seis novos institutos, entre eles, São Paulo, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e a inclusão do Instituto Benjamin Constant.

“Para as universidades, observamos as regiões mais pobres e que não possuíam universidades, principalmente na região nordeste do país”, explica o secretário da Educação Superior, Wagner Vilas Boas. “Um estado como o Maranhão, por exemplo, possui apenas uma universidade federal, vamos contratar via concurso funcionários, além de alavancar a pesquisa nas regiões.”

Com relação a escolha de novos reitores nessas instituições de ensino, o ministro respondeu que o MEC deve cumprir a lei.  “A lei manda que enquanto universidade não conclua todas as etapas de sua instalação, alguém da instituição deverá conduzir esse processo, desde que tenha currículo e competência deverá seguir esse processo.”

“Pedi aumento de 17% no orçamento das universidades federais para o ano que vem, fui até a comissão de orçamento para pleitear esses recursos”, destacou Ribeiro. “Investir no que já existe e criar novos, uma coisa não exclui a outra, mas temos de lidar com o orçamento atual que foi reduzido em função da pandemia e peço que as universidade federais possam também receber doações e recursos privados.”

 

 

Fonte: R7.com

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