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Eventos e Cultura

Boi de Nina Rodrigues prepara alegria, beleza e homenagens aos tambores do Ma

O bailado na ponta dos pés já está afinado para mais uma temporada. Mas não é só o jeito típico de dançar e a caracterização das índias do boi de Nina Rodrigues que estão “no ponto” de começar mais uma temporada junina.

Orquestra, vaqueiros, miolos de boi e demais brincantes realizam os últimos ensaios antes das apresentações oficiais, que já começam no dia 1º do próximo mês.

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“A agenda está muito boa, a partir do dia 1º até o dia 9 nós estamos com a agenda lotada, depois damos uma pausa para o ritual de batizado do boi, que será no dia 13”, diz a dona do grupo, Concita Braga.

O ritual de batizado será na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Monte Castelo, em São Luís. É nesse dia que o público vai conhecer as novas roupas, indumentárias do boi e as novas toadas. “Daí vamos até o dia 30, o boi não para mais”, completa.

Tambores

Para este ano, os 170 brincantes prepararam uma homenagem aos tambores do Maranhão, que em sincronia com as toadas do grupo irá marcar as apresentações do Nina nos arraiais de 2019.

“Ano passado a gente trouxe o reggae, ano retrasado trouxe os sotaques do maranhão e todos os anos o Nina traz uma coisa diferenciada. Este ano é o Tambor de Crioula, uma homenagem a todo esse trabalho de cultura, de tradição que os maranhenses têm”, diz.

Preparativos

Para quem está na rotina de preparação, a chegada da temporada traz junto o nervosismo. Antes dos ensaios, o grupo de 62 índias sempre se reúne para uma conversa também para orações.

“É um momento de oração, porque achamos que sem Deus a gente não consegue nada, é também um momento de falar para elas que a gente é capaz, que a gente é um grupo e que, se a gente se unir vai dar tudo certo”, explic! a social media Jesica Alves da Silva. Quando chega ao grupo, ela se torna a índia líder e assume várias responsabilidades.

“A liderança tem o papel de organizar o grupo, ver se o compasso se está correto, o braço, a postura. Ver se está fazendo a coreografia da maneira certa. Porque aqui a gente tem que ver os detalhes, até se está dançando da na ponta do pé, que as índias daqui dançam assim”, afirma Jesica.

E o que a leva a assumir essa responsabilidade? O amor pelo grupo e por São João.

“O boi é uma paixão, eu danço desde pequena e o São João pra gente é uma festividade que já está dentro de nós”, diz a índia.

Moisés

No que depender de Moisés Nobre, de apenas três anos, a brincadeira está garantida por muitos anos. Desde que começou a andar, com um ano de idade, um dos primeiros brinquedos do pequeno foi um cesto de roupa.

“Ele começou a andar em casa com um cesto de roupa na cabeça e a gente não sabia o que era. Ele dizia que era o boi vermelho”, diz a mãe e índia do grupo Rayanne Nobre.

A mãe, que dançava desde 2009 e parou apenas por causa da gestação e nascimento de Moisés, quando voltou no ano passado ficou surpresa com o encantamento da criança com a brincadeira para São João.

“Toda vez que tinha apresentação ele não largava o boi. Ele ficava o tempo todo atrás do miolo do boi, o tempo todo seguindo até que mandei fazer um levinho para ele, e este ano ele vai fazer parte da apresentação”, conta.

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