A Império Serrano conquistou o título do Carnaval de São Luís 2026 após uma apuração marcada pelo equilíbrio entre as principais concorrentes. Com 179,70 pontos, a escola ficou à frente por apenas um décimo, confirmando a disputa acirrada vista na Passarela do Samba Chico Coimbra.
Logo atrás, a Flor do Samba e a Turma da Mangueira terminaram empatadas com 179,60 pontos. A diferença mínima nas notas reforçou o alto nível técnico apresentado pelas dez agremiações que desfilaram neste ano.
O desfile campeão
Com o enredo “Mangue, Verde que Te Quero Verde”, assinado pelo carnavalesco João Almeida, a Império Serrano levou para a avenida uma leitura simbólica do manguezal maranhense. O desfile abordou o mangue como espaço de memória, resistência e identidade cultural, costurando elementos ambientais e sociais ao longo das alas e alegorias.
A escola apostou em um conjunto coeso — fantasias bem-acabadas, alegorias de forte impacto visual e uma bateria segura — para sustentar a narrativa proposta. A evolução fluida e a harmonia contribuíram para garantir as notas que renderam o campeonato.
Como foi a apuração
A leitura das notas ocorreu no Teatro da Cidade de São Luís, com a presença de representantes das agremiações e da comissão julgadora. Quesito a quesito, as pontuações foram reveladas até a definição oficial da campeã e da classificação final.
Premiação e investimento
Ao todo, o Carnaval da Passarela do Samba Chico Coimbra 2026 distribuiu R$ 355,5 mil em premiações. As escolas de samba ficaram com R$ 165 mil do montante. Os blocos tradicionais do Grupo A dividiram R$ 88 mil, enquanto o Grupo B recebeu R$ 62,5 mil. Já os blocos organizados tiveram R$ 40 mil destinados à categoria.
Público e impacto
Com público rotativo estimado em quase 30 mil pessoas ao longo da programação, a Passarela recebeu escolas de samba, blocos tradicionais e blocos organizados em uma estrutura com arquibancadas, camarotes e esquema de segurança e saúde.
Além do espetáculo na avenida, o evento movimentou o comércio do entorno e abriu espaço para manifestações culturais como o tambor de crioula, reforçando o peso do carnaval no calendário cultural e na economia da capital maranhense.

