A morte de uma mulher após ataque de um pitbull em Bacabal acendeu um alerta sobre os cuidados no convívio com cães, especialmente em casos de adoção de animais já adultos. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (13/4), no povoado Cordeiro, zona rural do município.

A vítima, Maria José Mariano, de 49 anos, foi encontrada sem vida dentro de casa, com sinais de ataque. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, o animal apresentava comportamento agressivo e precisou ser abatido devido ao risco de novos ataques.

De acordo com o marido da vítima, Lourival Douglas Alves da Silva, de 61 anos, o cão estava com a família havia cerca de dois anos e foi adotado já na fase adulta.

Equipes da Polícia Militar do Maranhão e dos bombeiros foram acionadas para conter a situação. Inicialmente, houve tentativa de controlar o animal sem o uso de força letal. No entanto, diante do comportamento extremamente agressivo e da gravidade do cenário, os agentes optaram pelo abate para garantir a segurança no local.

Alerta para adoção e comportamento animal

Especialistas reforçam que a adoção de cães adultos exige atenção redobrada, principalmente no processo de adaptação e socialização. Segundo veterinários, a identificação de sinais de estresse ou agressividade pode evitar situações de risco.

Entre os principais indícios estão mudanças na postura corporal, como orelhas muito recuadas, tensão muscular e reações negativas a interações comuns. Em alguns casos, gestos simples, como tentar acariciar a cabeça do animal, podem ser interpretados como ameaça.

A orientação é que tutores busquem conhecimento sobre comportamento animal e acompanhamento profissional, especialmente após a adoção.

Outro ponto destacado por especialistas é que experiências traumáticas podem influenciar o comportamento do animal. Por isso, a socialização desde filhote tende a ser mais fácil, embora não elimine a necessidade de treinamento adequado.

Além disso, o perfil da raça e a rotina do tutor devem ser considerados antes da adoção. Cada animal possui características específicas que podem influenciar na convivência.

Como agir diante de risco de ataque

Em situações de ameaça, especialistas recomendam manter a calma e evitar movimentos bruscos. Não correr, não virar as costas para o animal e não reagir com agressividade são atitudes que podem reduzir o risco de ataque.

Também não é indicado tentar segurar o cão pelas patas ou lançar objetos, pois isso pode aumentar a reação defensiva do animal.

O caso segue sob apuração e reforça a importância de medidas preventivas na convivência com animais domésticos.