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Maranhão

Bolsonaro diz que cogita nomear o filho Eduardo embaixador do Brasil nos EUA

Presidente disse que está no 'radar' dele colocar o filho deputado federal na chefia da chancelaria em Washington. Segundo ele, a nomeação depende apenas do próprio Eduardo Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaroafirmou nesta quinta-feira (11) que está cogitando nomear o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – um de seus cinco filhos – embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado por repórteres sobre essa possibilidade em uma entrevista coletiva concedida, na tarde desta quinta, ao final da solenidade de posse do novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

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O presidente da República disse que a nomeação para a chefia da chancelaria brasileira na capital norte-americana só depende do próprio Eduardo, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Segundo Bolsonaro, da parte dele, “decidiria agora”.

Na ocasião, o presidente justificou a mudança ao fato de que, segundo ele, a imagem dele não estava boa no exterior e reclamou que é apresentado fora do país como ditador, racista e homofóbico sem a devida defesa dos diplomatas brasileiros.

Sergio Amaral estava à frente da embaixada brasileira nos Estados Unidos desde 2016. À época, ele foi indicado para o posto pelo então presidente Michel Temer. Antes, o diplomata já havia comandado em outras duas ocasiões a embaixada em Washington, em 1984 e em 1992.

Encontro com Trump

No primeiro encontro de Jair Bolsonaro com Donald Trump em Washington, o presidente brasileiro foi ao Salão Oval – o centro do poder na Casa Branca – acompanhado do filho Eduardo, e não do chanceler Ernesto Araújo. Na ocasião, os dois presidentes deram breves declarações à imprensa antes de uma reunião a portas a fechadas.

Na conversa reservada entre os dois chefes de Estado, além de Eduardo Bolsonaro, estavam presentes apenas dois tradutores, o conselheiro de Segurança Nacional americano, John Bolton, e a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

À época, a assessoria do Palácio do Planalto disse que foi Donald Trump quem convidou Eduardo para a conversa, após ele ter sido apresentado por Bolsonaro como filho.

Na mesma ocasião, a assessoria de imprensa do Itamaraty tentou minimizar o fato de o ministro das Relações Exteriores não ter participado da conversa ao lado do presidente da República. O ministério disse que Ernesto Araújo não entrou na reunião porque a previsão inicial era de que o presidente norte-americano e o colega brasileiro se reunissem a sós, apenas com os intérpretes.

O Itamaraty ainda afirmou à época que Eduardo Bolsonaro foi convidado por Trump para acompanhar a conversa.

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