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Maranhão

Corpos de meninas mortas em deslizamento de rochas no Chile são velados em SL

Corpos chegaram no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado por volta das 15h30. Pais das meninas foram recebidos com aplausos.

Emocionados, Lenne Lisboa e Jorge Lisboa, pais de Khálida, são recepcionados por familiares em São Luís. â?? Foto: Rafael Cardoso/G1 MA

Acontece nesta sexta-feira (7), em São Luís, o velório dos corpos das meninas Khálida Trabusli e Isadora Bringel que morreram após um deslizamento de rochas na região de El Yeso, em Santiago no Chile.

O velório de Khálida, de 3 anos, é realizado na Igreja Batista Filadélfia, no bairro Vinhais. No sábado (8), um cortejo fúnebre segue até o Cemitério do Gavião, na Madre Deus, onde haverá o enterro. Isadora Bringel, de 7 anos, é velada na Pax União, na região central de São Luís. O enterro da menina está marcado para acontecer às 9h, também no Cemitério do Gavião.

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Chegada em São Luís

Os corpos chegaram no Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado por volta das 15h30, acompanhado dos pais das meninas, Jorge Trabusli Lisboa, Lenne Carvalho Lisboa, Marcelo Bringel e Slavya Bringel. Ao desembarcarem no saguão, os pais foram recebidos com aplausos por familiares e amigos que aguardavam a chegada.

Após o desembarque, Jorge Lisboa, disse em entrevista que os dias após a morte da filha Khálida têm sido difíceis e que agora busca encontrar forças por conta da esposa, que está gravida de uma menina.

“Das dores que a gente vai sentindo cada dia é uma diferente. A que fica pra frente é a certeza que vamos encontrar uma rotina, que ela participava e que infelizmente não vai mais participar. Isso é muito doloroso. Como já perceberam, minha esposa está gestante de outra criança e nós temos que encontrar forças, pois a vida não pode parar por aqui. Nós temos responsabilidades por outra vida que está vindo”, disse.

Bastante emocionado, Marcelo Bringel falou também sobre a perda trágica da filha, Isadora. Segundo o pai, os momentos após a morte da menina tem sido muito difíceis a criança foi a melhor coisa que aconteceu na vida dele.

“Sem palavras. Uma dor insuportável. A Isadora é tudo. A Isadora sempre foi tudo, a Isadora é um anjo de luz, a Isadora era amor, carinho, canção. A Isadora foi o melhor que já pude viver e experimentar. Eu só tenho agradecer a Deus pelos momentos que eu tive com ela”, disse, Marcelo.

Local sem sinalização

Jorge Lisboa voltou a afirmar que o local onde aconteceu o acidente não havia sinalização e que, se soubesse do risco, jamais teria ido com a filha. Além disso, ele disse que as ambulâncias que foram usadas para socorrer as meninas não tinham equipamentos avançados de resgate necessários para a situação.

“Não havia nenhuma sinalização e nós não éramos os únicos lá. As crianças não ficaram nenhum minuto longe de adultos. A empresa que contratamos era legalizada. Então ninguém aventurou e nem foi arriscando. Ninguém jamais iria para lá se houvesse uma indicação de alerta e perigo (…) As ambulâncias não tinham suporte avançado, só o básico mesmo. Talvez para algumas pessoas que tivessem um ferimento menor ou no máximo quebrasse uma perna, mas nada de suporte avançado para atender com aquela gravidade”, contou.

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