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Programa Mundial de Alimentos da ONU ganha Nobel da Paz

Prêmio foi concedido por combate à fome e atuação em áreas de conflito

Internally displaced people wait for food distribution at an internally displaced persons (IDP) camp in Bunia, Ituri province, eastern Democratic Republic of Congo, April 12, 2018. REUTERS/Goran Tomasevic

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU) conquistou o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira (9) por seus esforços para combater a fome e melhorar as condições para a paz em áreas atingidas por conflitos.

A entidade, sediada em Roma, afirma que ajuda 97 milhões de pessoas em cerca de 88 países todos os anos, e que uma em cada nove pessoas no mundo ainda não tem o suficiente para comer.

“A necessidade de solidariedade internacional e cooperação multilateral é mais notável do que nunca”, disse a presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Berit Reiss-Andersen, em entrevista coletiva.

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O prêmio é de 10 milhões de coroas suecas, ou cerca de US$ 1,1 milhão, e será entregue em Oslo no dia 10 de dezembro.

PMA

O diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos, David Beasley, disse que a entidade está “profundamente honrada” com a conquista do prêmio deste ano.

“Este é um reconhecimento incrível da dedicação da família do PMA, trabalhando todos os dias para acabar com a fome em mais de 80 países”, escreveu Beasley no Twitter.

Segundo a organização do Nobel, o programa já seria um merecedor do prêmio sem a pandemia, mas com a Covid-19 os motivos ficaram mais evidentes: a comida está menos disponível. Nesse cenário, “o programa da ONU demonstrou uma habilidade impressionante de intensificar seus esforços”, afirmou o comitê.

“O WFP é fundamental. Se ela parasse agora, muito gente morreria de fome”, disse o diretor do escritório brasileiro do programa, Daniel Balaban.

Necessidade de cooperação multilateral

“A necessidade de solidariedade internacional e cooperação multilateral é mais evidente do que nunca”, disse a presidente do conselho do Nobel, Berit Reiss-Andersen, em uma coletiva de imprensa após o anúncio.

Para decidir o vencedor do prêmio, a organização levou em conta que a cooperação multilateral é necessária para combater a fome.

“Aparentemente, há uma falta de respeito ao multilateralismo no passado recente”, disse Reiss-Andersen.

Milhões de pessoas em 88 países

O órgão ligado à ONU tem sede em Roma e é a maior entidade que combate os problemas de fome e promove segurança alimentar no mundo –a cada ano, o Programa de Alimentos deu auxílio a cerca de 97 milhões de pessoas, em 88 países, de acordo com sua página na internet.

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