O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7/4) que concordou em suspender ataques contra o Irã por um período de duas semanas. Até o momento, o governo iraniano não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de cessar-fogo.
Segundo Trump, a decisão ocorreu após conversas com autoridades do Paquistão. O presidente disse ter sido procurado pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif e pelo marechal de campo Asim Munir, que sugeriram uma pausa temporária no conflito.
“Com base nessas conversas, e mediante a concordância do Irã com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz, concordei em suspender o bombardeio e o ataque por duas semanas”, escreveu Trump nas redes sociais.
O republicano afirmou ainda que a proposta prevê um cessar-fogo “de mão dupla” e revelou que um plano com 10 pontos já foi apresentado como base para negociações. “Acredito que seja um caminho viável para um acordo”, disse.
Escalada de tensão
Horas antes, Trump elevou o tom e ameaçou uma ofensiva de grandes proporções caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite”, declarou o presidente, sem detalhar medidas concretas.
Na segunda-feira (6/4), ao ser questionado por jornalistas na Casa Branca sobre o teor das ameaças e possíveis violações ao direito internacional, Trump não respondeu.
Convenções internacionais, como as de Genebra e de prevenção ao genocídio, proíbem ataques a civis e infraestruturas não militares, além de exigirem proporcionalidade em ações de guerra.
O Irã é herdeiro da antiga civilização persa, cuja história ultrapassa 2,5 mil anos e reúne contribuições relevantes para a cultura, ciência e filosofia mundial.
