O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a definição sobre uma eventual candidatura à reeleição deve ficar para o meio do ano, quando o partido realizará sua convenção. Segundo ele, o cenário político será determinante para a decisão.
A declaração foi feita nesta terça-feira (14/4), durante entrevista concedida aos sites Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Fórum. Lula destacou que uma nova candidatura não depende apenas de vontade pessoal.
“Não se trata de eu querer um quarto mandato. As circunstâncias políticas e o momento conjuntural é que vão decidir se serei candidato ou não”, disse.
O presidente também ressaltou o legado de seus governos e afirmou que há um compromisso em evitar retrocessos no país. “Temos um histórico do qual me orgulho muito. E existe um compromisso moral, ético — até cristão — de não permitir que um fascista volte a governar o Brasil”, declarou.
Durante a entrevista, Lula fez uma defesa do regime democrático e relembrou eleições anteriores. Citou a escolha de Tancredo Neves como uma experiência “bem-sucedida”, classificou o governo de Fernando Collor de Mello como um “desastre” e avaliou a gestão de Fernando Henrique Cardoso como um “sucesso”.
O petista ainda afirmou estar em boas condições físicas e políticas para disputar novamente a Presidência. Apesar disso, reforçou que a decisão caberá ao partido.
“Sou democrata. O PT vai decidir na convenção se serei eu ou outro candidato. Mas nunca estive com tanta energia para governar como agora”, afirmou.
Lula também criticou setores do mercado financeiro, especialmente a Faria Lima, e disse que há resistência às suas políticas. “Eles sempre vão preferir outro candidato, porque não querem inclusão social. Querem políticas voltadas aos juros. E não sabem que eu quero fazer ainda mais”, completou.
