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Saúde

Brasileiros em quarentena passam por segundo exame que detecta contaminação por coronavírus

Ontem, Germann já havia falado sobre a possibilidade de o estado registrar óbitos.

O grupo que está em quarentena há oito dias em Anápolis, a 55 km de Goiânia, forneceu, na manhã desta segunda-feira (17), novas amostras para realização do exame que detecta o coronavírus. Uma equipe da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) chegou à Base Aérea, onde os repatriados estão em quarentena, por volta das 8h20. O resultado dos testes deve sair em três dias.

Por volta das 11h, a equipe deixou a Base Aérea, após coletar amostras das 58 pessoas que estão em quarentena. Segundo a superintendente de vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, o exame foi feito no oitavo dia de isolamento por definição de protocolos de segurança.

“Até o que se sabe, o período de incubação dura, no máximo, 14 dias. Mas, do dia que a pessoa se infecta até aparecerem os sintomas varia de 5 a 7 dias – por isso fazemos essa no começo, pra ter certeza que chegaram sem o vírus, uma no meio, depois de sete dias, quando teria chance ainda de desenvolver a doença e faremos a última entre o 14 e 15 dia só para finalizar o protocolo”.

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As equipes de saúde entraram de quarto em quarto para colher as amostras. Os profissionais usavam macacões que cobrem o corpo todo, luvas, máscaras e óculos de proteção.

“É rápido, mas um pouco desconfortável”, disse o piloto de avião Mauro Hart, que faz parte do grupo de brasileiros que voltou da China e está em quarentena.

Os 34 repatriados e 24 profissionais que os buscaram em Wuhan – epicentro do surto do vírus – têm ainda dez dias de isolamento previstos. O primeiro exame foi feito com amostras colhidas no dia 9, quando eles pousaram na cidade goiana. O resultado saiu dois dias depois e apontou que nenhum deles apresentava indícios de contaminação.

No entanto, o período de incubação da doença é de 14 dias. Por isso as forças que integram a Operação Regresso decidiram, por cautela, mantê-los isolados por 18 dias.

Coleta

A SES informou que “técnicos do Lacen e a superintendente de vigilância em saúde estão capacitados e foram designados para realizarem essas coletas”. Segundo o órgão, são sete pessoas responsáveis por essa coleta, “formando três equipes de coleta com 2 profissionais cada e um profissional para o apoio”.

A secretaria disse que, para realizar o exame, são retiradas dos pacientes amostras de “secreção de naso e orofaringe”. Para isso, eles usam hastes com algodão na ponta.

Para que o material colhido chegue em segurança e sem alterações prejudiciais ao laboratório, eles “são acondicionados em tubos” e “mantidos em caixa de transporte contendo gelo reciclável para manter a temperatura entre 2 e 8°C”.

Chegando ao Lacen, as hastes “são processados para obtenção do material celular” e depois passam por análise para detectar o coronavírus.

Repatriados

Os grupo dos 34 repatriados da China é composto da seguinte forma:

  • 4 chineses casados com brasileiros;
  • 7 crianças com idades entre 2 e 12 anos;
  • 23 brasileiros adultos – casais e homens e mulheres solteiros (sendo três diplomatas).

Casos

O número de mortos na China por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, chegou a 1.770 neste domingo (16), informaram autoridades de saúde locais. O total de casos confirmados ficou em 70.548, aumento de 2.048 em um dia.

No Brasil, há três pessoas que ainda passam por exames por causa da suspeita de coronavírus, dois em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, segundo informações deste domingo (16) do Ministério da Saúde.

Até agora, houve 45 suspeitas de casos do vírus que foram descartadas depois das análises. Não há nenhum paciente com a doença no país.

Fonte:G1.com

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