O ex-vereador Carlos Bolsonaro criticou nesta terça-feira (24) a decisão que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a medida “não representa liberdade” e voltou a defender o pai das acusações.

Na gravação, Carlos disse que Jair Bolsonaro é alvo de perseguição e negou que ele tenha cometido irregularidades. “Prisão domiciliar não é liberdade. O presidente Bolsonaro não cometeu crime nenhum, não desviou recursos públicos e muito menos tentou dar golpe, como tentam acusá-lo. Ele não deveria nem estar preso”, afirmou.

O filho do ex-presidente também questionou as restrições impostas pela Justiça, especialmente a proibição de comunicação. Segundo ele, Bolsonaro estaria sendo impedido de se manifestar. “O maior líder popular da história do Brasil é torturado, silenciado e impedido de se comunicar todos os dias”, disse.

A decisão que autorizou a prisão domiciliar foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tem prazo inicial de 90 dias. A medida foi concedida por razões de saúde, após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Entre as condições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, permanência integral na residência e envio de relatórios diários à Justiça. O ex-presidente também está proibido de usar celular, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação externa.

As visitas foram limitadas a familiares diretos e advogados, em horários determinados. Outras visitas estão suspensas temporariamente. A decisão também prevê fiscalização presencial e restrições a manifestações em um raio de até 1 km da residência.

Carlos Bolsonaro afirmou que, embora defenda que o pai permaneça em casa, não vê a medida como uma vitória. “Não devemos normalizar o fim da sua liberdade e comemorar migalhas”, declarou.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. Caso descumpra as regras estabelecidas pela Justiça, poderá voltar ao regime fechado.