O governo federal elevou para R$ 1.741 a estimativa do salário mínimo para 2027. A nova projeção foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
A previsão representa um aumento de R$ 24 em relação ao valor apresentado anteriormente pelo governo. No Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, a estimativa era de um salário mínimo de R$ 1.717.
O valor de R$ 1.741, no entanto, ainda não é definitivo. O piso nacional poderá sofrer alterações até dezembro de 2026, quando serão conhecidos os dados necessários para o cálculo final do reajuste, incluindo o INPC de novembro.
Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621, após reajuste de 6,79% concedido em 2026. Caso a nova estimativa se confirme, o piso terá aumento nominal de R$ 120 no próximo ano.
Orçamento de 2027
Durigan afirmou que se reuniu nesta segunda-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros ministros da área econômica para fechar a proposta do Orçamento de 2027 que será enviada ao Congresso.
Segundo o ministro, o projeto prevê superávit nas contas públicas, cenário em que as receitas do governo superam as despesas consideradas no cálculo fiscal.
O ministro também descartou a possibilidade de retirar a vinculação do salário mínimo aos benefícios sociais que atualmente são indexados ao piso nacional.
“Aproveito para mencionar que também o salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741 no ano que vem. Ele, necessariamente, cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm a indexação do salário mínimo”, declarou.
Com isso, uma eventual confirmação do novo valor terá reflexos também sobre benefícios previdenciários e sociais cujo pagamento está vinculado ao salário mínimo.
Salário mínimo completa 90 anos
O salário mínimo completou 90 anos em 2026. O piso foi instituído em janeiro de 1936, durante o governo de Getúlio Vargas, por meio da Lei nº 185.
Apesar dos reajustes realizados ao longo das décadas, o valor necessário para atender às despesas básicas de uma família ainda é significativamente superior ao piso oficial, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
De acordo com a entidade, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.425,99 mensais. O montante equivale a aproximadamente 4,58 vezes o atual piso de R$ 1.621.
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