A menos de uma semana da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti ainda mantém em aberto uma das principais dúvidas da equipe: a formação do meio-campo para o duelo contra Marrocos, marcado para sábado, em Nova Jersey.

O tema ganhou força após o corte do lateral-direito Wesley, que foi desconvocado por lesão. Para a vaga, Ancelotti chamou o volante Éderson, da Atalanta, ampliando as possibilidades táticas da equipe.

Durante entrevista coletiva, Bruno Guimarães lamentou a ausência do companheiro, mas destacou a capacidade de adaptação do novo convocado.

“Todos receberam a notícia com muita tristeza. Estar em uma Copa do Mundo é o ápice da carreira de qualquer jogador. Desejo uma pronta recuperação ao Wesley e muita sorte ao Éderson. Ele é um atleta que pode atuar em mais de uma função e tem muita qualidade”, afirmou.

Com a chegada de Éderson, o Brasil passa a contar com seis meio-campistas de origem no elenco: Casemiro, Fabinho, Lucas Paquetá, Danilo Santos, Bruno Guimarães e o recém-convocado volante da Atalanta. O cenário reforça a possibilidade de Ancelotti escalar a equipe em um 4-3-3, diferente do 4-2-4 utilizado em parte da preparação.

Segundo Bruno, a presença de três jogadores no setor trouxe mais equilíbrio à equipe nos últimos testes.

“O time ganhou mais dinâmica, mais tabelas e aproximações. O 4-2-4 oferece mais opções ofensivas, mas também deixa a equipe mais direta. Com três homens no meio conseguimos defender melhor. Sofremos um gol por uma infelicidade, mas o adversário praticamente não criou chances”, avaliou.

Além das questões táticas, o volante também projetou a estreia diante dos marroquinos e fez elogios ao atual elenco africano, apontado por ele como uma das gerações mais fortes da história do país.

Bruno Guimarães aproveitou ainda para rebater análises que colocam o Brasil fora da lista dos principais candidatos ao título mundial.

“Muita gente fala certas coisas apenas para aparecer. O Brasil entra em qualquer competição como favorito. Nenhuma seleção tem cinco estrelas na camisa. Temos jogadores atuando em grandes clubes do mundo e a Seleção merece respeito. Claro que no futebol tudo pode acontecer, mas estamos entre os candidatos ao título”, declarou.