A Polícia Civil do Maranhão já prendeu 12 pessoas suspeitas de envolvimento no ataque que matou a gestante Samira Costa Correia e o filho dela, Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, no município de São João Batista, na Baixada Maranhense. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), que informou ainda que outros cinco investigados morreram durante operações realizadas para localizar os envolvidos.

O crime ocorreu na noite de 10 de julho, no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural da cidade. Segundo as investigações, cerca de 15 homens armados invadiram imóveis da mesma família, dispararam dezenas de tiros e incendiaram a residência onde estavam Samira e o filho.

A principal linha de investigação aponta que o atentado foi motivado por uma disputa entre facções criminosas. De acordo com a polícia, o alvo seria Josef Abreu Santos, companheiro de Samira e pai de Yan Kaleb, que não estava na residência no momento do ataque.

Prisões

Conforme a SSP-MA, foram presos por suspeita de participação no crime:

  • Gabriel Vieira Trindade, o “Miau”;
  • Gilmarlisson Santos Duarte, conhecido como “Pelado” ou “Gil”;
  • Joseandro Santos Pereira, o “Andinho”;
  • Luan dos Anjos Santos, o “Balotelli”;
  • Rhuan Carlos Campos Silva, o “Ruan”;
  • Paulo Ricardo Serra Lindoso, o “Gordo”;
  • Erinaldo Santos Pereira, o “Garoto”;
  • Thadeu Vinicius Aguiar dos Santos, o “Tadeu”;
  • Victor Gabriel Costa Cardoso, o “Vitinho”;
  • Anderson Mendes Cutrim, o “Nandinho”;
  • Mateus Costa Pinheiro;
  • Isaac Jorge Aroucha Mendonça.

Segundo a Polícia Civil, a participação de cada investigado ainda está sendo apurada. Outros suspeitos já foram identificados e seguem foragidos. Os nomes não foram divulgados para não comprometer o andamento das investigações.

Cinco investigados morreram

Além das prisões, cinco suspeitos apontados como integrantes do grupo criminoso morreram durante confrontos com as forças de segurança ao longo das operações.

São eles:

  • Joelson Braga Araújo, o “Macaco”;
  • David João Gaspar Penha, o “Mucurão”;
  • João Henrique Lindoso Silva, o “João Preto”;
  • Daniel Braga Araújo, conhecido como “Jogador 22” ou “Bonitão”;
  • Roberdan Fonseca Gomes.

As buscas contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.

Disputa entre facções

O coordenador de Operações da SSP-MA, delegado Ederson Martins, afirmou que as investigações indicam que Josef Abreu Santos fazia parte da facção responsável pelo ataque e teria deixado o grupo ou migrado para uma organização rival sem autorização.

Segundo o delegado, os criminosos foram até o povoado para localizar Josef e outro homem que também teria rompido com a facção. Como nenhum deles foi encontrado, os integrantes do grupo atacaram os familiares que estavam nas residências.

Josef foi ouvido pela Polícia Civil, mas a SSP-MA não informou em qual condição ele prestou depoimento. A secretaria também não divulgou detalhes da oitiva para preservar as investigações.

Ataque deixou cenário de destruição

Testemunhas relataram que aproximadamente 15 criminosos participaram da ação. Eles invadiram três casas pertencentes à mesma família, mas apenas uma estava ocupada.

Depois de efetuarem diversos disparos, os suspeitos incendiaram o imóvel onde estavam Samira e o filho.

Durante a perícia, a Polícia Militar recolheu cerca de 100 cápsulas de munição deflagradas de calibres 9 mm, .38, .40 e 12, reforçando a violência da ação criminosa.

O caso é investigado como duplo homicídio qualificado.

Corpos foram identificados por DNA

A SSP-MA informou que a identificação de Samira e Yan Kaleb foi concluída por meio de exames realizados pelo Instituto de Genética Forense. A análise foi necessária devido ao estado em que os corpos foram encontrados após o incêndio.

Com a confirmação da identidade das vítimas, o Instituto Médico Legal (IML) liberou os corpos para a família.

Os laudos periciais também deverão esclarecer se mãe e filho morreram em decorrência dos disparos, do incêndio ou da combinação dos dois fatores.

As investigações continuam para localizar os demais envolvidos e definir a participação de cada suspeito no ataque.