O governo federal estuda prorrogar por mais dois meses o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, que perderia a validade no próximo sábado (25). A medida é analisada em razão da nova elevação dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

O benefício, financiado pela União desde o fim de maio, foi adotado para reduzir os impactos da alta dos combustíveis sobre consumidores e conter pressões inflacionárias.

Nesta quinta-feira (23), o barril do petróleo Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 100 no mercado internacional. Antes do agravamento do conflito no Oriente Médio, a cotação girava em torno de US$ 60. Com o avanço das tensões, o preço ultrapassou US$ 120 em determinados momentos, refletindo as incertezas no mercado global de energia.

Diante desse cenário, o governo passou a conceder um subsídio aos combustíveis para amenizar os efeitos do aumento do petróleo sobre os preços praticados no Brasil.

Cenário internacional

Em junho, após o anúncio de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo registraram queda, levando o governo a considerar o encerramento do programa de subsídios.

Na ocasião, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a retirada do benefício seria analisada com cautela, destacando que o governo não discutia um aumento do subsídio, mas apenas a possibilidade de encerrá-lo.

Entretanto, a retomada das hostilidades e o fracasso das negociações diplomáticas voltaram a pressionar as cotações internacionais do petróleo.

Às 15h36 desta quinta-feira, o barril do Brent era negociado a US$ 100,61, acumulando alta de 6,95% nas últimas 24 horas.

Subsídio

Atualmente, o desconto concedido à gasolina é de R$ 0,44 por litro. Os recursos destinados à medida são custeados pela União, enquanto a operacionalização dos repasses é realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).