Quase 24 horas após a forte ventania que atingiu São Luís e provocou destruição em diferentes regiões da capital maranhense, moradores ainda contabilizam os prejuízos deixados pelo fenômeno climático. Apesar dos danos materiais registrados em casas e estabelecimentos comerciais, não houve feridos.
Uma das áreas mais afetadas foi o bairro Tirirical, onde a residência da moradora Rita de Cássia Lopes teve praticamente todo o telhado arrancado pela força do vento. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a estrutura é levada durante o temporal.
Moradora da região há cerca de 30 anos, Rita contou que estava na igreja quando recebeu a notícia do ocorrido. Na residência estavam apenas o filho e uma cachorra de estimação. Segundo ela, o primeiro pensamento foi de que a casa havia desabado.
“Pensei que a casa tinha ido ao chão. Fiquei desesperada por causa do meu filho”, relatou.
Após o temporal, vizinhos se mobilizaram para ajudar a família. Móveis e eletrodomésticos foram retirados do imóvel e levados para a casa de uma moradora próxima, onde Rita passou a noite.
Equipes da Defesa Civil do Maranhão e do Corpo de Bombeiros estiveram no local para avaliar os danos estruturais e prestar apoio à família e aos demais moradores afetados.
De acordo com o doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP), Juarez Mota Pinheiro, o fenômeno registrado em São Luís foi um “princípio de tornado”. Segundo o especialista, houve rotação intensa de ventos na base de uma tempestade, mas sem que o funil chegasse efetivamente ao solo.
O fenômeno começou por volta das 14h50 de sexta-feira (22), atingindo principalmente as regiões dos bairros São Cristóvão e Tirirical. A ocorrência durou cerca de cinco minutos e foi seguida por uma forte chuva.
Ainda segundo o especialista, o caso não pode ser classificado como ciclone, já que o evento foi localizado, de curta duração e se dissipou rapidamente. As rajadas de vento, conforme a análise, não ultrapassaram os 80 km/h.
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