Pelo menos 98 pessoas morreram nesta quarta-feira (26/8) após fortes inundações atingirem o Nepal. O desastre provocou destruição em diferentes regiões do país e mobilizou uma grande operação de busca e resgate. No Tibete, do lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra também deixou vítimas e desaparecidos.

Imagens divulgadas pela polícia nepalesa mostram a força da água no distrito de Rasuwa, uma das áreas mais atingidas. Um rio transbordou e arrastou casas durante a passagem da enxurrada.

Segundo o porta-voz da polícia Abi Narayan Kafle, as autoridades trabalham para localizar moradores e prestar assistência às comunidades afetadas. Integrantes das próprias forças de segurança também estão incomunicáveis.

“Estamos coordenando intensamente os esforços de resgate e assistência. Muitos integrantes da nossa força policial também estão incomunicáveis”, afirmou Kafle.

O Exército do Nepal mobilizou 14 helicópteros, além de equipes especializadas, para auxiliar nas buscas. As autoridades ainda tentam dimensionar os estragos provocados pelas enchentes.

Quase 400 turistas incomunicáveis

A situação também preocupa o setor de turismo. Um levantamento preliminar aponta que 384 viajantes estão incomunicáveis nas áreas atingidas, principalmente na região próxima à fronteira com o Tibete.

Segundo o Conselho de Turismo do Nepal, são 291 estrangeiros e 93 nepaleses. As autoridades trabalham para confirmar a localização e a situação de cada pessoa.

Entre os estrangeiros estão cidadãos de países como Índia, Estados Unidos, Reino Unido e Malásia.

Avalanche de gelo é investigada

O primeiro-ministro Balendra Shah convocou uma reunião de emergência da agência responsável pela gestão de desastres. Equipes médicas, de busca e da Cruz Vermelha foram mobilizadas para atender as regiões atingidas.

Uma das hipóteses investigadas é de que a inundação tenha sido desencadeada por uma avalanche de gelo que atingiu o rio Lhende. A possibilidade foi mencionada pelo cientista Qianggong Zhang, do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), com sede em Katmandu. A causa, porém, ainda precisa ser confirmada.

Deslizamento atinge Tibete

Do outro lado da fronteira, no Tibete, um deslizamento de terra procedente do Nepal atingiu a região do Porto Gyirong. A televisão estatal chinesa CCTV informou que há vítimas e desaparecidos, mas ainda não divulgou números oficiais.

O presidente da China, Xi Jinping, determinou a mobilização de recursos para as operações de resgate. Segundo a imprensa estatal chinesa, a prioridade é localizar os desaparecidos, prestar atendimento aos feridos e reduzir o número de vítimas.

Com informações de agências internacionais.