Após anunciar o fim do cessar-fogo com o Irã e ameaçar novos ataques contra o país, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8/7) que “o mundo não ri mais dos EUA”. A declaração foi dada durante coletiva ao fim da cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia.

“Nós somos a força militar mais forte do mundo. Eles nos respeitam como país novamente. Não nos respeitavam dois anos atrás. A Otan riu de nós, todos riram de nós. Eles não riem mais. Ninguém está rindo”, disse Trump.

Durante a entrevista, o norte-americano voltou a elevar o tom contra o Irã. Segundo ele, os iranianos “agiam como valentões no Oriente Médio”, mas não teriam mais a mesma força.

“Nós os atingimos com força na noite passada e muito provavelmente os atingiremos com força novamente hoje à noite”, declarou.

Trump também chamou autoridades iranianas de “mentirosas”, “loucas” e “escória”. Ao ser questionado sobre a mudança de tom em relação à liderança do Irã, que semanas antes havia sido descrita por ele como “racional” e “inteligente”, o presidente respondeu: “Eu passei a conhecê-los”.

Groenlândia no centro da tensão

Ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump também voltou a defender que a Groenlândia seja anexada aos Estados Unidos. Segundo ele, o território é estratégico para a defesa norte-americana e para a proteção do Ocidente.

“A Groenlândia é muito importante para nós, mas não é importante para a Dinamarca”, afirmou.

O presidente disse ainda que os EUA “tomaram a Groenlândia” no passado e “estupidamente a devolveram”. “Não deveríamos tê-la devolvido, porque somos nós que precisamos dela. Precisamos para a proteção do mundo, não apenas dos Estados Unidos”, completou.

Domo de Ouro

Trump quer que a Dinamarca ceda a Groenlândia para a construção do chamado “Domo de Ouro”, sistema de defesa antimísseis que, segundo ele, ajudaria a proteger os Estados Unidos contra avanços militares da China e da Rússia.

O republicano também voltou a criticar a Otan. Disse não estar satisfeito com a aliança por causa da postura em relação à Groenlândia e por, segundo ele, a organização não ter ajudado os Estados Unidos contra o Irã, classificado por Trump como “principal estado patrocinador do terrorismo”.

“Eles gostam do trabalho que estou fazendo e disseram: ‘Senhor, nós o amamos’. Essas são pessoas adultas dizendo isso. Não é legal? Talvez estejam tentando me bajular”, ironizou.

Fim do cessar-fogo

Mais cedo, Trump anunciou o rompimento do entendimento firmado com o Irã para encerrar o conflito. Após uma nova troca de ataques entre terça-feira (7/7) e quarta-feira (8/7), o presidente afirmou que Washington pode voltar a agir militarmente contra Teerã.

“Para mim, é pura perda de tempo lidar com eles. São mentirosos. Há algo de errado com eles. São loucos. Para mim, acabou”, declarou.