A Polícia Civil investiga a agressão sofrida pela influenciadora Léa Reis em um bar de Balsas, no sul do Maranhão. O caso foi atendido pela delegada Ana Marisa Barbat, que estava de plantão e teve acesso às imagens das câmeras de segurança do estabelecimento.
Segundo a delegada, a análise das gravações não identificou provocação ou insinuação por parte de Léa Reis antes da agressão.
“Em nenhum instante, desde o início de toda a circunstância, houve nenhum tipo de provocação nem insinuação por parte da vítima. Isso ficou muito claro”, afirmou Ana Marisa.
A ocorrência é investigada como lesão corporal, enquanto a Polícia Civil busca esclarecer se houve motivação transfóbica. De acordo com a delegada, neste momento ainda não é possível afirmar que a agressão tenha sido motivada por transfobia.
Ana Marisa explicou que a existência da lesão está caracterizada, mas as circunstâncias e a motivação do episódio ainda serão aprofundadas durante a investigação. “Mas a lesão, sim, houve”, declarou.
Suspeita de agressão nega transfobia
Écilla Ahuad Miranda, apontada como suspeita de agredir Léa Reis, divulgou uma nota pública na qual nega que tenha agido por motivação transfóbica e apresenta uma versão diferente para o episódio.
Na manifestação, Écilla afirma que estava acompanhada do marido durante uma comemoração quando, segundo sua versão, os dois teriam sido vítimas de importunação sexual. Ela sustenta que reagiu imediatamente diante da situação.
A suspeita também declarou repudiar qualquer forma de preconceito ou discriminação e afirmou que as acusações de transfobia não correspondem ao que teria ocorrido.
Segundo Écilla, as provas e o contexto do episódio serão apresentados às autoridades e utilizados em sua defesa. A nota é assinada por ela e pelo advogado José Rodrigues Oliveira Neto, OAB/MA 8.712.
A versão apresentada pela suspeita contrasta com a análise preliminar relatada pela delegada responsável pelo atendimento da ocorrência, segundo a qual as imagens de segurança não mostram provocação ou insinuação por parte de Léa Reis antes da agressão. As circunstâncias do episódio continuam sendo investigadas.
Bar diz colaborar com investigação
O Agrobar, estabelecimento onde ocorreu o caso, também se manifestou por meio de nota. A empresa lamentou o episódio registrado no sábado (8) e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo o estabelecimento, informações necessárias para o esclarecimento dos fatos estão sendo fornecidas à polícia.
O Agrobar afirmou ainda que repudia qualquer forma de violência e que acompanha o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
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