O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (18/8) que partidos do Centrão teriam sido pressionados por autoridades de Brasília para não apoiar sua candidatura ao Palácio do Planalto.
A declaração foi dada durante entrevista à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte. Segundo Flávio, embora as siglas não tenham aderido oficialmente à campanha, o apoio seria importante principalmente para ampliar o tempo disponível na propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
“Apesar de esses partidos não terem vindo formalmente, seria importante ter o tempo de TV e rádio. Seria campanha mais bem estruturada. Não vieram, todos estão vendo as razões. Eles receberam ameaças de altas autoridades em Brasília para não se juntarem à minha candidatura. O sistema está com medo de Flávio Bolsonaro”, declarou.
Críticas ao Judiciário
O candidato não revelou quais seriam as autoridades responsáveis pelas supostas ameaças, mas voltou a direcionar críticas ao Judiciário.
Flávio afirmou que eventuais pressões sobre dirigentes partidários representariam, na avaliação dele, uma interferência nas decisões políticas das legendas.
“Esse é mais um sintoma de que não vivemos uma democracia plena a partir do momento que autoridades do Judiciário fazem algum tipo de constrangimento para líderes partidários tomarem suas decisões dentro da política”, disse.
Jair Bolsonaro na campanha
Mesmo impedido de participar presencialmente da campanha, o ex-presidente Jair Bolsonaro deverá continuar sendo uma das principais referências eleitorais utilizadas pelo filho.
Flávio explicou que a estratégia dependerá da avaliação de sua equipe jurídica, que deverá estabelecer os limites para o uso da imagem do ex-presidente durante a disputa eleitoral.
“O jurídico ainda vai me dar o limite. Vou usar o limite do que a legislação permitir”, afirmou.
Uso de inteligência artificial
O tema ganhou repercussão depois que o PL apresentou, durante a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, uma peça produzida com inteligência artificial que reproduzia a imagem e a voz de Jair Bolsonaro em uma manifestação de apoio ao filho.
A utilização da tecnologia colocou novamente em discussão as regras para conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial durante o período eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) debate os limites para o uso dessas ferramentas nas campanhas e as medidas aplicáveis em situações consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral.
*Com Estadão Conteúdo
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