Bruna Marquezine voltou a falar sobre um dos períodos mais delicados de sua trajetória pessoal e profissional. Durante participação no evento Power Talks, realizado em São Paulo, a atriz de 30 anos relembrou os desafios que enfrentou aos 18 anos, quando conciliava o protagonismo na novela I Love Paraisópolis com a intensa exposição de sua vida amorosa, especialmente por causa do relacionamento com Neymar.
Ao conversar com o público, Bruna contou que viveu uma fase marcada por pressão, inseguranças e grande desgaste emocional. Segundo ela, a responsabilidade de assumir o papel principal da novela enquanto lidava com a repercussão constante de sua vida pessoal foi um dos momentos mais difíceis de sua carreira.
“Foi um momento muito vulnerável da minha vida. Eu tinha acabado de completar 18 anos e fazia uma novela que não estava indo muito bem. Me tornei protagonista com a trama já no ar, numa tentativa de conquistar mais o público”, relembrou.
A atriz afirmou que, além das cobranças profissionais, precisava lidar com a superexposição do relacionamento, algo que, segundo ela, acontecia sem que fosse uma escolha sua.
“Eu estava sentindo o peso de tudo isso ao mesmo tempo. Minha vida pessoal estava muito exposta e eu vivia um relacionamento difícil. Também carregava a responsabilidade de ouvir que estavam contando comigo para fazer aquilo dar certo”, declarou.
Bruna contou ainda que a situação afetou diretamente sua saúde emocional. Nos bastidores da novela, ela chorava com frequência e acabou sendo alvo de reclamações internas.
“Eu chorava muito nos bastidores. Houve até uma reclamação no RH dizendo que eu chorava demais e atrapalhava a maquiagem”, revelou.
A situação culminou em uma reunião que, segundo a atriz, deixou marcas profundas. Ela relatou ter ouvido de um profissional que precisava separar os problemas pessoais do trabalho e seguir o exemplo de outra colega de elenco.
“Disseram que eu precisava passar o crachá e começar a interpretar. Aquilo me feriu profundamente porque eu estava muito vulnerável”, afirmou.
Anos depois, Bruna diz enxergar aquele período com mais compreensão graças ao processo terapêutico. Ela acredita que foi naquele momento que começou a desenvolver a chamada síndrome da impostora.
“Hoje olho para aquela menina com muito carinho. A terapia me ajudou a acolher quem eu era naquela época. Hoje eu não aceitaria passar por aquilo novamente”, concluiu.
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